01/02/2006 08h38 - Atualizado em 20/04/2016 02h36

Abef pede urgência na adoção de portaria

Redação AI (01/02/06) - O dirigente lembrou que o documento foi redigido em conjunto com as entidades do setor durante três reuniões com o Ministério da Agricultura (Mapa) e deveria ter sido assinado em dezembro. O texto - que também contempla a prevenção à doença de Newcastle - foi remetido à área jurídica do Mapa, que ontem o devolveu à Secretaria de Defesa Agropecuária com algumas perguntas, o que gerou "certa dose de inquietação" entre as indústrias, descreveu Gonçalves.

Embora as grandes empresas já estejam preparadas para adotar as medidas previstas, o dirigente argumentou que os Estados "ficam de mãos amarradas" sem a portaria federal. O texto deveria ter sido submetido à consulta pública por 30 dias, etapa que começaria logo depois da aprovação da portaria pelas entidades do setor, o que ocorreu no dia 12 de janeiro. No entanto, mesmo antes da edição das regras algumas medidas já estão em andamento, como o uso de aparelhos de raio-x nos principais aeroportos para fazer a leitura de bagagens, citou o dirigente. "Nossa preocupação não é com o Mapa estar ou não fazendo, é com o ritmo", enfatizou.

"É urgente (a portaria), porque podemos monitorar de forma mais adequada o que acontece no ambiente", disse Gonçalves. As regras restringem, por exemplo, o trânsito de aves descartadas (que já cumpriram o ciclo produtivo) e de corte. Elas serão abatidas dentro do Estado em que foram produzidas. Também ficam proibidas visitas a granjas e definida uma quarentena antes que visitantes vindos do exterior tenham acesso a plantas industriais.

Uma preocupação do setor industrial é a criação de aves de forma doméstica. "Este tipo de criação é fonte de possível contágio com aves migratórias", ponderou o presidente da Abef. A criação industrial não sofre o mesmo risco, pois tem barreiras de proteção, explicou Gonçalves. Indagado se as empresas defendem a extinção da criação doméstica, Gonçalves avaliou que "seria racional" eliminar esta atividade para afastar riscos, mas disse não saber se a medida seria viável.

Na hipótese de ser identificado um foco da doença, o plano prevê o extermínio de aves em uma área de três quilômetros do local. Na fase seguinte, é elaborada uma vacina para ser aplicada nas aves localizadas a até 25 quilômetros de distância, que também são eliminadas, informou Gonçalves. É adotado o vazio sanitário e, após este período, colocadas aves sentinelas no local para comprovar que a doença não está mais presente. Se o monitoramento for bem feito, ele previu que a reação comercial a uma possível ocorrência seria inicialmente de suspensão das vendas, mas elas rapidamente retornariam, como ocorreu com Estados Unidos e Canadá após casos de influenza aviária, exemplificou o presidente da Abef.

 

Estadão/Agronegocio
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