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Pesquisa

Mitos negativos em proteínas são menos frequentes no Brasil

Pesquisa encomendada pela ABPA traça perfil do consumo de proteínas no Brasil.

Mitos negativos em proteínas são menos frequentes no Brasil

As campanhas em prol do consumo e conscientização sobre as propriedades e os mitos em torno das proteínas de origem animal vêm surtindo efeito no Brasil.  Um estudo encomendado e divulgado hoje pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostra uma notável mudança na percepção dos brasileiros sobre os produtos do segmento.

Exemplo disto é a carne de frango, a mais consumida pelo brasileiro atualmente, com 43 quilos per capita por ano. Conforme a pesquisa, a ideia (errônea) de que há uso de hormônios na criação de frangos foi mencionada por 31% dos consultados.  Quatro anos atrás, em outra pesquisa encomendada pela associação, este índice era de 72%.

A ideia de carne gordurosa também é menos frequente no julgamento do consumidor sobre a carne suína.  Em 2008, 33% dos entrevistados consideravam a carne gordurosa.  Este índice reduziu para 28%.

“É sabido que a carne suína é saudável e com baixos teores de gorduras.  Esta melhora da imagem é um bom sinal do resultado dos trabalhos de esclarecimentos sobre as propriedades nutricionais dos produtos, mas, ao mesmo tempo, mostra que há um extenso trabalho a ser feito”, destaca Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

A pesquisa foi encomendada pela associação a Francisco Rojo Marketing de Alimentos.  Foi dividida em etapas qualitativas e quantitativas, com nutrólogos e nutricionistas em uma fase; empresários do setor varejista em outra; e, na etapa final, com cerca de 1300 consumidores de todas as regiões e classes sociais do país.

Ainda de acordo com a pesquisa, a carne de frango está em 99% dos lares do Brasil.  Os ovos estão em 98% e a carne suína, 73%.  A participação da carne de frango cresceu 2% em relação a outro estudo, realizado em 2008.  Já a carne suína teve crescimento mais expressivo no mesmo período, de 10% (antes, estava em 63% dos lares).

Outro ponto interessante indicado pelo estudo é a frequência de compra de proteínas animais no Brasil.  Conforme o levantamento, o brasileiro compra carne de frango a cada 6,3 dias.  De ovos, são 8,5 dias de tempo por compra e da carne suína, 10,7 dias.

Já na frequência de consumo, as proteínas industrializadas, a carne de frango in natura e o ovo são consumidos a cada 4 dias, em média.  Já a carne suína é consumida uma vez por semana, segundo o levantamento.

Como era de se esperar, a pesquisa mostrou que as proteínas são mais consumidas no almoço e jantar. Conforme o levantamento, 87% do consumo total da carne de frango, 65% dos ovos e 76% da carne suína acontecem nestes momentos.  O ovo se destaca, ainda, por ser a proteína mais consumida no café da manhã, com 22% do total do consumo diário realizado nesta faixa de horário. 

A pesquisa também levantou os atributos mais comumente associados às proteínas animais.  A carne de frango, por exemplo, é vista como de maior praticidade e versatilidade no preparo, além de mais barata e mais recomendada pelos nutricionistas.  O custo também é um diferencial na percepção do ovo, visto também como prática e versátil.  Já a carne suína é percebida como um produto mais “gostoso”, para ocasiões especiais.

“Esta pesquisa nos mostrou caminhos que ainda temos a percorrer para esclarecer o público sobre os diferenciais de nossos produtos.  Ao mesmo tempo, mostrou que nos mais variados núcleos da sociedade, dos consumidores aos formadores de opinião, a carne de frango, a carne suína e o ovo são percebidos, de forma justa, como proteínas saudáveis e importantes para uma dieta balanceada”, destaca Turra.