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Salve o Matopiba - por Kátia Abreu

Dois marcos fundamentais emprestam significado, neste sábado, ao impulso aplicado à matriz econômica do Estado e região pelo governo federal por determinação da presidente Dilma Rousseff, com reflexos na economia brasileira: a abertura da Embrapa Nacional Pesca e Aquicultura e a apresentação do Plano Diretor do Matopiba.

A ministra Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, apresenta o Plano de Desenvolvimento Agropecuário da Região Norte (Valter Campanato/Agência Brasil)
A ministra Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, apresenta o Plano de Desenvolvimento Agropecuário da Região Norte (Valter Campanato/Agência Brasil)

Dois marcos fundamentais emprestam significado, neste sábado, ao impulso aplicado à matriz econômica do Estado e região pelo governo federal por determinação da presidente Dilma Rousseff, com reflexos na economia brasileira: a abertura da Embrapa Nacional Pesca e Aquicultura e a apresentação do Plano Diretor do Matopiba.

De um lado, a ciência, decisiva no ganho de produtividade da agropecuária no Brasil, agora estendida, com maior intensidade, à aquicultura, setor pouco explorado no país, a despeito do seu potencial hídrico, com nichos de mercado e demanda crescente, tanto interna como internacionalmente. Atividade que, no Tocantins, tem registrado crescimento considerável ano a ano.

E de outro, a materialização de decisão governamental arrojada delimitando, na prática, geopoliticamente, a mais nova fronteira agrícola de desenvolvimento do país, com desdobramentos diretos na economia regional, em função da atração que exerce em investidores nacionais e internacionais que já se movimentam em sua direção. Situação expandida com a abertura dos mercados europeu, asiático e norte-americano para a produção nacional, aí incluída do Matopiba, a partir de barreiras comerciais derrubadas pela ação determinada da Presidente da República.

Não há dúvida de que escolher Palmas para sediar a Embrapa Nacional Pesca e Aquicultura – um empreendimento da ordem de R$ 85 milhões – e viabilizar o Matopiba são demonstrações inequívocas de tirocínio político e visão de futuro da presidente Dilma Rousseff, que enxergou na região suas potencialidades econômicas e, especialmente, compreendeu que era necessário implementar condições para sua exploração sustentável.

Mesma determinação com que levou adiante ações estruturantes para dar formato ao projeto de desenvolvimento do Centro-Norte do País, impulsionando, pragmaticamente, o governo federal a disponibilizar uma logística eficiente para o escoamento da produção, possibilitando ganhos enormes, tanto aos produtores rurais como à população, beneficiada com alimentos mais baratos. Ganhos proporcionados pela diminuição de custo e pelos incentivos do governo federal à produção, como as subvenções e recursos do Plano Safra que, este ano, elevam-se a R$ 208 bilhões disponíveis aos produtores de todo o País.

A conclusão da Ferrovia Norte-Sul (de Palmas a Anápolis e Estrela do Oeste), a duplicação da BR-153, a licitação do derrocamento do Pedral do Lourenço (que viabilizará a hidrovia do Tocantins) e a autorização do EcoPorto- Zona de Processamento para Exportação, de Praia Norte não deixam margem de dúvidas quanto à vontade política exercida pela presidente Dilma Rousseff de modificar os indicadores econômicos de uma região até então considerada como corredor da miséria, apesar de seu potencial.

O resultado visível da ação acertada é patente nos números da safra de grãos da região do Matopiba, que elevou-se a 19 milhões de toneladas no ano passado. Nos últimos quatro anos, somente o Estado do Tocantins expandiu sua área plantada ao ritmo de 25% ao ano, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento. Estimativas recentes do Ministério da Agricultura indicam que a nova fronteira agrícola brasileira deve registrar crescimento de 21,4% na produção de grãos em um período de 11 safras, entre os ciclos 2013/2014 e 2023/2024.

Na safra 2015/2016, conforme a Conab, a região do Matopiba foi responsável por 9,28% da produção de grãos do país. Só perdeu para Mato Grosso (23,99%), Paraná (18,29%), Rio Grande do Sul (14,70%) e Goiás (9,92%). O Tocantins foi o maior produtor de grãos do Norte (3,8 milhões de toneladas), quase o dobro da produção do Pará (1,8 milhão de toneladas), o segundo colocado na região.

Adicionando-se a isto, os recursos liberados para a construção e equipamento de hospitais em Araguaína e Gurupi, as centenas de patrulhas mecanizadas, as caixas d’água para combate à seca no Sudeste do Estado, ainda não implantadas totalmente pelos governos do Estado, os milhares de alunos formados pelo Pronatec e as milhares de famílias beneficiadas com casa própria do Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, que no Estado beneficia um terço da população (algo em torno de 600 mil pessoas) tem-se um projeto acabado de desenvolvimento formado pela combinação de ações sociais e fomento à produção da iniciativa privada, colocado em prática pela presidente Dilma Rousseff.

Um legado inestimável da gestão da Presidente Dilma Rousseff ao Tocantins, Matopiba e região do eixo Arco Norte do Brasil. Como de resto tem proporcionado a outros Estados e regiões do País.

*Kátia Abreu é ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento