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AveSui: Durante o inverno, renovação de ar nos aviários é tão importante quanto aquecimento

Especialista em produção avícola, Flavio Henrique Araujo Silva, aponta que problemas sanitários podem estar relacionados à qualidade do ar e a sensação térmica das aves nos galpões.
Quarta-feira, 04 de Abril de 2012, 13:57:28Equipamentos, Eventos e Cursos, Geral, Manejo, Feira AveSui

Com a proximidade do inverno, algumas medidas devem ser adotadas para se minimizar os efeitos das baixas temperaturas sobre as aves. No entanto, o foco de atenção dos avicultores recai naturalmente para o aquecimento, ficando relegado para segundo plano um item que é essencial: a renovação de ar dos aviários. A qualidade de ar é extremamente importante para o correto desenvolvimento da ave na fase inicial. Além disto, a relação entre qualidade do ar e sensação térmica pode ser um fator importante na presença de problemas sanitários em frangos de corte, principalmente os de origem respiratória.

“É necessário manter o ambiente em boas condições para circulação de oxigênio, monóxido e dióxido de carbono e também evitar o excesso de amônia, responsável pela maioria dos problemas dentro dos aviários”, alerta Flávio Henrique Araujo Silva, especialista em produção avícola da Cobb-Vantress, palestrante do Painel Avicultura - Bem-estar Animal e Ambiência, do XI Seminário Internacional de Aves e Suínos, da AveSui América Latina 2012.

A amônia é um gás incolor e irritante, solúvel em água e gerado a partir da decomposição microbiana dos dejetos, sendo responsável por perdas econômicas relacionadas principalmente a queda de desempenho produtivo. No caso do monóxido e dióxido de carbono, os efeitos negativos são sentidos pelas aves nas primeiras semanas de vida. Passada esta fase, raramente causam problemas. O senão fica por conta de falhas no sistema de ventilação, o que pode levar a menor disponibilidade de oxigênio no aviário e a um consequente aumento no dióxido de carbono, acarretando no aumento da mortalidade no plantel.

Hoje, há sistemas de produção que adotam a ventilação mínima. Nela, é possível controlar os níveis de oxigênio e da qualidade do ar por meio de exaustores e “inlets”, mecanismo responsável pelo controle da temperatura e ativação dos equipamentos. A ventilação mínima vem sendo adotada com maior frequência, pois permite um controle preciso tanto da temperatura quanto da troca de ar. É importante, tanto para ventilação de verão quanto de inverno, que o galpão não possua nenhuma entrada de ar “falsa”, como buracos ou furos na cortina, por exemplo. “O mais problemático é se estes buracos estão em regiões próximas ao chão e se no galpão há aves com idade entre um e 15 dias”, comenta Araujo Silva. “Quando o vento acomete diretamente a cabeça dos frangos nesta fase, acaba por prejudicar muito o seu desempenho e formação”, afirma.

Mão-de-obra capacitada – Para o especialista, a adoção de sistemas automatizados deve vir acompanhada pela capacitação dos funcionários ou do próprio granjeiro. Com a avicultura incorporando cada vez mais inovações tecnológicas, é preciso ter profissionais preparados para manusear estas novas tecnologias. “Agora, este profissional tem que estar treinado para compreender o comportamento das aves, ela é ainda o nosso melhor ‘sensor’ no indicativo das condições internas do aviário”, conclui.

Fonte:  Redação Avicultura e Suinocultura Industrial, de São Paulo (SP)
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