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20-Mar-2018 13:15 - Atualizado em 20/03/2018 14:18
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A avicultura e a produção de alimento seguro - por Eva Hunka

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A avicultura brasileira produz proteína de alta qualidade para o mundo, e cada vez mais, escutamos as palavras “alimento seguro”. Em meio a tantos escândalos e novas instruções normativas, a grande preocupação de todos é relacionada à Salmonela e resíduos de antibióticos na carcaça. Estes fatores estão ensinando os produtores a produzir com qualidade e, cada vez mais, desenvolvendo programas de biossegurança e aumentando as estratégias de controle de contaminantes no abatedouro.

Agentes tidos como corriqueiros dentro da granja, com a E. coli, grande responsável pelo uso de antibióticos, devido às infecções secundárias e agravamento no quadro de enfermidades respiratórias, hoje precisam ser combatidos, ou melhor, prevenidos. Visto que a maior arma contra a E. coli são os antibióticos. Prevenção agora é palavra de ordem!

Com o controle dos agentes mais comuns, em breve teremos novas cobranças relacionadas a outros “inimigos” do alimento seguro, como o Campylobacter sp e a Listeria monocytogenes. Bactérias que hoje circulam silenciosamente, e se mantêm na propriedade longe da atenção de todos.

O Campilobacter sp, apesar de assintomático, costuma estar presente no ceco de pintinhos com mais de 2 dias de idade e, acaba por se perpetuar na granja através dos reservatórios como outros pássaros, mamíferos e, até mesmo, o homem; carreadores – equipamentos, esterco, etc; e ainda por transmissão vertical.

Já a Listeria monocytogenes, apesar de não ser comum, pode até apresentar sintomas clínicos nas aves, na maior parte das vezes, relacionada a um quadro de imunossupressão e problemas de ambiência. No caso desta bactéria, a principal fonte de contaminação está no ambiente – solo, cama e água contaminada.

Tanto um quanto o outro, são causadores de doenças em humanos e podem ser barreiras para o mercado exportador em um futuro não muito distante.

Para produção de um alimento seguro, além das ações diretas como medidas de biossegurança, controle de reservatórios e boas práticas de produção, ainda podemos lançar mão de medidas indiretas como o uso de produtos alternativos. Destes, os probióticos e as vacinas bacterianas vivas como as vacinas contra E. coli e Salmonela, ativam a imunidade inespecífica da ave e aumenta a proteção contra estes patógenos que têm a via digestiva como a principal porta de entrada. Aliado à isso, ainda favorecem a redução do uso dos antibióticos.

Cada vez mais, falaremos de controle integrado, onde todas as peças da engrenagem precisam funcionar. O programa vacinal, precisará complementar o programa de biossegurança e as boas práticas no processamento dos animais deverão começar ainda na granja, que deverá ser vista como “única” pois o que, aparentemente, aumenta os custos no campo, pode aumentar consideravelmente os ganhos no abatedouro.

Redação

Eva Hunka

Eva Hunka é Medica Veterinária e Mestre em Medicina Veterinária Preventiva.

 

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