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06-Set-2017 13:15 - Atualizado em 06/09/2017 15:58
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A vitamina E como um importante adjuvante no controle do estresse oxidativo em matrizes pesadas - por Juliana Batista

Sabemos que a nutrição de matrizes pesadas é um ponto crítico para obtenção de melhores índices de fertilidade e eclosão, no entanto é preciso pensar não somente na galinha em per si, mas também na qualidade e performance de sua progênie

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Setembro
Sabemos que a nutrição de matrizes pesadas é um ponto crítico para obtenção de melhores índices de fertilidade e eclosão, no entanto é preciso pensar não somente na galinha em per si, mas também na qualidade e performance de sua progênie. Dentre os fatores que devem ser observados encontra-se a proteção antioxidante contra o estresse oxidativo e destruição celular. A peroxidação lipídica é caracterizada pela reação entre um radical livre com um ácido graxo poli-insaturado e é apontada como o principal evento citotóxico consequente do estresse oxidativo. A peroxidação lipídica causa alterações estruturais nas bicamadas lipídicas, desestabilização nas membranas biológicas e perda da função de barreira entre o meio intra e extracelular, colocando em risco a integridade de organelas e da própria célula.

Para evitar os danos causados pela lipoperoxidação, o pinto recém-eclodido possui várias linhas de defesas antioxidantes. Entre elas, se encontra a vitamina E, que pode ser considerada como o principal antioxidante lipossolúvel em tecidos animais. A vitamina E fornecida via dieta materna é pré-empacotada na gema durante a maturação do ovócito e após a fertilização e o início da embriogênese é distribuída aos tecidos em desenvolvimento do embrião via saco vitelino e circulação sanguínea. Dessa maneira, a quantidade de vitamina E presente na gema e consequentemente disponível para o desenvolvimento do embrião, depende do seu fornecimento na dieta materna.

Durante o desenvolvimento embrionário, cerca de 80% dos lipídios da gema são absorvidos e transformados pelo fígado em AGPICL (C20 e C22 - ácido aracdônico e docosahexanoico). O processo de eclosão, marcado pela mudança da respiração corioalantoidea para a pulmonar, expõe o embrião a um ambiente rico em oxigênio. Assim, a taxa de metabolismo oxidativo aumenta em cerca de 60%, elevando a necessidade de proteção contra o dano peroxidativo em tecidos ricos em AGPI, como o cérebro e o fígado, devido à alta produção de radicais livres.

A suplementação dietética com a vitamina E pode aliviar esses danos, melhorando as defesas antioxidantes na gema, embrião e consequentemente no pinto, após a eclosão, reduzindo as taxas de mortalidade ocasionadas pela lipoperoxidação. Além disso, a adequada suplementação de vitamina E ajustada não somente à demanda materna, mas também da progênie, poderá influenciar o desempenho dessa ave por todo o ciclo de produção.

Juliana Batista

Juliana Batista

Juliana Batista é Médica Veterinária, Mestre em Produção Animal e Especialista em Nutrição Animal, Vaccinar

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