Guia Gessulli
AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Avícola Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Ovos Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Mercado

Aumento dos custos de produção inflaciona preço dos alimentos

Produto essencial na produção de proteína animal, o milho está fortemente influenciado pelo câmbio e os negócios acompanham a cotação da Bolsa de Chicago. 

Redação AI/SI
06-Mai-2020 09:10

O país vive um período de deflação (queda geral de preços), mas o aumento dos custos de produção vem impulsionando para cima o preço dos alimentos. A culpa não é dos produtores rurais, mas dos insumos usados na produção de alimentos de origem vegetal e animal, mostra o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina, Enori Barbieri.

A deflação geral da economia foi apurada pelo IBGE no levantamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) que recuou 0,01% em abril, após avançar 0,02% em março. No setor de alimentos, a inflação também foi apurada pelo IBGE no índice “alimentação e bebidas” que subiu 2,46% em abril, ante 0,35% em março e exerceu o maior impacto sobre o IPCA-15. A alta é decorrência da corrida das famílias aos supermercados para formar estoques e enfrentar o isolamento.

Os itens de alimentação no domicílio (adquiridos em supermercados) subiram 3,14%. Mesmo com muitos estabelecimentos fechados, a alimentação fora de casa também acelerou, de 0,03% em março para 0,94% em abril, influenciada pela alta do lanche (3,23%): o delivery ganhou maior participação.

Barbieri explicou a origem da elevação de preços dos principais produtos.

O aumento no preço do feijão se deve à seca e a redução da área plantada, mas a terceira safra anual será colhida em breve e os preços devem se normalizar a partir deste mês de maio.

Ainda muito impactante na composição da inflação, o arroz subiu porque o Brasil colheu uma safra pequena de 10,5 milhões de toneladas, enquanto o normal seria 12 milhões de toneladas. Os rizicultores estavam há cinco anos com prejuízos e, agora, terão algum lucro. Os preços devem se manter elevados até a próxima safra, em 2021. Santa Catarina colheu 1 milhão de toneladas e, o Rio Grande do Sul, 8 milhões de toneladas.

O segmento do leite amargava há quatro anos praticamente com o mesmo preço. Os produtores estavam muito mal remunerados e a oferta andava maior que consumo desde o ano passado. A seca em novembro e dezembro mudou o cenário de oferta e procura.

“Com a estiagem, a qualidade das pastagens cai e a produtividade das vacas também. Utilizar ração industrial na nutrição dos animais não é possível, porque se torna um custo que não pode ser coberto pela remuneração do criador. Metade da produção brasileira está concentrada no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os estados mais castigados pela seca”, detalha Barbieri.

Por outro lado, grandes laticínios estão transformando o leite fluido em leite em pó para exportação, visando aproveitar a excelente condição cambial para venda no exterior (dólar em alta).

Tudo isso criou escassez no mercado interno. “O preço do leite precisa mesmo subir para compensar o produtor rural que está há quatro anos sem reajuste e ameaça abandonar a atividade. Necessitamos de um reenquadramento de custo de produção, porque os preços precisam subir mais ainda,” expõe o dirigente.

Produto essencial na produção de proteína animal, o milho está fortemente influenciado pelo câmbio e os negócios acompanham a cotação da Bolsa de Chicago. No ano passado, o Brasil colheu a maior safra da história, com 101 milhões de toneladas, mas exportou 44 milhões de toneladas. Como consome 70 milhões, precisa importar.

Estão sendo importados 3 milhões de toneladas enquanto se aguarda a safrinha, que deve render entre 77 milhões e 80 milhões de toneladas. O problema é que parcela de 77% dessa produção já está vendida para o exterior. Assim, as agroindústrias de aves e suínos terão um fim de ano apertado no que tange ao fornecimento de milho para nutrição animal.

A soja, outro insumo básico para a cadeia produtiva, “tem preço que aumenta todo dia” influenciados pelas cotações internacionais. É uma situação semelhante ao milho: País vai colher 120 milhões de toneladas e mais de 70% já está sob contrato de venda para o exterior. A cotação em dólar mantém preço alto.

A base da alimentação animal é constituída por 70% milho e 30% farelo de soja, influenciados por preços internacionais.         O dólar valorizado também impacta nos fertilizantes e em 70% dos outros insumos importados, fazendo subir o custo das lavouras e, por consequência, dos grãos, hortigranjeiros, frutas, carnes,  leite etc.

As previsões para os insumos importados – para os próximos meses –  são de preços em alta. O dólar ficará no patamar dos R$ 5 reais, a saca de milho não baixará de R$ 50 reais para a agroindústria e a saca de soja estacionará em torno de R$ 100 reais.

Enori Barbieri assinala que o produtor rural não tem controle sobre esse fatores que aumentam o preço final dos alimentos para o consumidor.

Assuntos do Momento

20 de Setembro de 2021
Análise de Mercado

Preço do quilo frango vivo tem cenários diferentes nas principais praças

Segunda quinzena de setembro fechou sua primeira semana com contrastes no preço do frango vivo; em Santa Catarina ocorreu uma forte queda; já no Paraná, ligeira alta e nas demais praças houve estabilidade.

14 municípios do PR superam R$ 1 bilhão em Valor Bruto da Produção Agropecuária
23 de Setembro de 2021
Produção

14 municípios do PR superam R$ 1 bilhão em Valor Bruto da Produção Agropecuária

Produção no campo paranaense foi de R$ 128,273 bilhões, estabelecendo mais um recorde, com crescimento real de 21% em relação a 2019

Custos de produção de frangos de corte e de suínos ficam mais caros em agosto
21 de Setembro de 2021
Embrapa

Custos de produção de frangos de corte e de suínos ficam mais caros em agosto

Tanto o ICPFrango quanto o ICPSuíno voltaram a ficar acima da barreira dos 400 pontos, chegando aos 407,53 e 407,15 pontos, respectivamente

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem
20 de Setembro de 2021
Insumos

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem

De acordo com colaboradores do Cepea, a liquidez segue baixa, com muitos compradores ausentes do mercado – esses agentes sinalizam ter estoques, pelo menos para curto prazo, e estão à espera de novas desvalorizações

Suspensão PIS e COFINS para Importação de Milho
23 de Setembro de 2021
Posicionamento

Suspensão PIS e COFINS para Importação de Milho

A operação beneficia a toda a cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura

Isolamento de Salmonella spp. de origem avícola
22 de Setembro de 2021
Análise Laboratoriais

Isolamento de Salmonella spp. de origem avícola

Galinhas infectadas com muitos dos sorovares de Salmonella podem albergar o agente sem apresentarem sinais clínicos, o que torna o isolamento desta bactéria um fundamento básico na prevenção da enfermidade, principalmente em seres humanos

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade