Alltech
AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Avícola Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Ovos Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Mercado

Avicultura faz novo apelo ao governo por conta do preço do milho

O custo do animal vivo aumentou 35% em um ano, mas porque parte desses animais comeu milho mais barato

Redação com informações de O Paraná
30-Abr-2021 16:41 - Atualizado em 03/05/2021 09:38

A explosão dos preços da soja e do milho no ano passado, a qual se acentua agora no caso do milho, leva o setor de carnes, especialmente avicultura e suinocultura, a uma crise sem precedentes. O milho, principal componente da ração de aves, saiu de R$ 35 a saca de 60 quilos há um ano, chegou a R$ 70 em dezembro e agora caminha para R$ 110, um salto triplo para o período. Sem ver saída, o setor vai recorrer ao governo federal.

Segundo o vice-presidente do Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná), José Antonio Ribas Junior, este “é o momento mais crítico, difícil da história do nosso setor”. A consequência imediata será a redução da produção já a partir de maio, mas não está descartado o fechamento de unidades. “A crise no passado era de desabastecimento. Agora tem crise no abastecimento, preço muito difícil, pandemia, e consumidor descapitalizado. Equação absolutamente negativa. Nunca tinha juntado tantos fatores juntos… Precisamos de medidas muito contundentes ou veremos empresas não operacionais”, alerta.

Ribas Junior explica que, ano passado, o setor tinha expectativa de que o preço do milho havia atingido o teto e que retornaria ao equilíbrio. Além de isso não acontecer, atingiu novos patamares inéditos. Em Santa Catarina, ontem, o milho já era vendido a R$ 105 a saca no balcão. “Todos os sinais indicam que chega a R$ 110 [a saca]. Por duas razões: primeira que o estoque mundial está baixo, a Bolsa de Chicago está puxando para cima e a situação climática está gerando movimento especulativo por conta do déficit de chuva… tudo isso tem contribuído para o cenário especulativo de subida de preço”, resume o representante do setor.

Segundo Ribas Junior, o custo do animal vivo aumentou 35% em um ano, mas porque parte desses animais comeu milho mais barato. Se fosse feito um recorte no tempo, agora, esse aumento já passaria de 40%. “Tivemos vários aumentos de combustível neste ano, energia elétrica sofreu aumento, todos os insumos tiveram aumento, aço, ferro, que fazem parte da manutenção/construção de granjas… o setor está muito pressionado e com dificuldade de repassar esses custos”, ressalta.

Apelo ao governo A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) prepara um documento que deve ser entregue nesta sexta-feira (30) ao governo federal pedindo ajuda. “Tivemos uma conversa ontem [quinta] com ABPA e fizemos um documento para o governo. O setor tem duas preocupações que inverteram de prioridade. Um mês atrás, era preço do produto; agora, nossa primeira preocupação é disponibilidade [de milho]. Perdemos a percepção do que é certo desse negócio”.

No fim do ano, o setor recorreu ao governo e conseguiu poucas conquistas, como isenção das tarifas de importação de milho e soja, liberação de importações. “Agora precisamos de ações mais contundentes ou veremos empresas não operacionais”, alerta.

Ribas Junior antecipa que, dentre os pedidos a serem feitos ao governo, estão a liberação mais ampla das importações, crédito para capital de giro para as empresas suportarem esse momento, e incentivo imediato para o cultivo de cereais de inverno.

Assuntos do Momento

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade