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Bastos quer modernizar avicultura (CLIPPING)

Diariamente, o município produz 17.500 caixas de 30 dúzias escoadas por uma frota de 120 caminhões.

Redação AI (03/04/2001) – Dez milhões de aves (7,5 milhões de poedeiras e mais pintainhos e frangas de reposição), produzindo ao dia 6,5 milhões de ovos, ou 17.500 caixas de 30 dúzias escoadas por uma frota de 120 caminhões, são alguns dos vistosos números ostentados pelo município de Bastos, responsável por 11% da produção no país e 25% no Estado de São Paulo. Mas nem tudo anda bem nas 130 granjas da “Capital Nacional do Ovo”, onde o Sindicato Rural começa a desenhar um plano de modernização, rumo à agroindústria, para reverter o empobrecimento progressivo dos produtores.

“Criamos as aves, produzimos os ovos, e da comercialização em diante são os intermediários que passam a ganhar”, diz Shigeyuki Toyoshima, presidente do sindicato, que considera indispensável para os produtores assumir o controle de outros elos da cadeia produtiva. Avicultor que começou a trabalhar aos 11 anos de idade ajudando a família, ele é taxativo: “Na produção temos hoje um padrão internacional, mas simplesmente não sabemos nada da porteira para fora. E esse conhecimento agora passa a ser fundamental, porque faz a diferença na geração de riquezas.”

Com apoio do Escritório Regional de Marília do Sebrae-SP, o sindicato está iniciando trabalho de qualificação dos produtores. Além do domínio da estratégica etapa da comercialização, a industrialização é meta pretendida via associação dos pequenos e médios produtores, como afirma Toyoshima: “Com a montagem de uma planta industrial poderemos fornecer o ovo líqüido diretamente aos fabricantes de alimentos, agregando valor e tornando mais competitivo o produto de Bastos, na medida em que se reduzem os custos com embalagem e transporte.”

Ampliar a rentabilidade é fundamental até mesmo para que o município mantenha sua posição como produtor. Nos últimos anos, o desestímulo tem se traduzido também na falta de interesse dos herdeiros de avicultores em prosseguir nas atividades, como aponta a coordenadora do projeto do Sebrae, Estelamara Moreira Ferreira, que destaca: `Integrar a próxima geração ao processo é essencial para assegurar que a avicultura de postura prossiga como fonte de empregos e recursos em Bastos.