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15-Mar-2019 10:58 - Atualizado em 15/03/2019 12:10
Entrevista

Brasil terá papel central no cumprimento das metas da Agenda 2030, da ONU

O país é um dos signatários do acordo, que estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), dentre os quais vários deles se relacionam à produção de alimentos, energia e ações contra a mudança global do clima. Nos últimos anos, a Embrapa vem conectando suas pesquisas a esses focos

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Por Humberto Luis Marques

 

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, praticando no campo uma das agriculturas mais sustentáveis do planeta. A sua importância dentro do agronegócio torna o país peça-chave no propósito estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) junto a seus países membros de se atingir as metas estabelecidas pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que integram a chamada Agenda 2030, documento assinado no ano de 2015.

Os ODS’s envolvem o conceito de sustentabilidade em seu tripé econômico, social e ambiental, trabalhando com questões relacionadas à erradicação da fome e agricultura sustentável, energia limpa e acessível e ações contra a mudança global do clima. O país possui um agronegócio cuja capacidade produtiva ultrapassa sua demanda interna, além de vir adotando cada vez mais manejos sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e o plantio direto.

“O Brasil produz o suficiente para alimentar sete vezes a população brasileira, mais ou menos 1,4 bilhão de pessoas. Nós fizemos tudo isso preservando 66,3% do território brasileiro, na forma de matas e florestas nativas”, ressalta o diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Luiz Moretti.

A Embrapa é uma das grandes responsáveis pelo gigantesco salto de produtividade vivido pela agricultura e pecuária nas quatro últimas décadas, o que levou o país de mero importador a um dos maiores players mundiais em alimentos. Para Moretti, a empresa pública se prepara agora para um novo avanço na competitividade do agronegócio nacional, com pesquisas e estudos que atendam não só demandas sustentáveis, mas também de produtividade e incorporação de tecnologias digitais, chamadas de 4.0.

Nesta entrevista exclusiva à Avicultura Industrial, realizada no final do ano passado, o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa trata não só desse tema, mas fala ainda de investimentos públicos e privados em Ciência básica, bioeconomia e reengenharia de estrutura da própria Embrapa. Confira.

Avicultura Industrial – Em 2015, os 193 países integrantes da ONU apontaram a erradicação da pobreza como o maior desafio global, lançando um documento conhecido como Agenda 2030, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O Brasil tem um papel relevante na produção mundial de alimentos; ele terá uma participação central no cumprimento mundial da Agenda 2030?

Celso Luiz Moretti – O Brasil é possivelmente o país que mais tem a contribuir com as 17 ODS, principalmente as duas que tratam da erradicação da pobreza e da fome no mundo. O país fez uma revolução fantástica ao longo das últimas cinco décadas em produção de alimentos, fibras e energia. Saiu da condição de importador líquido de alimentos nos anos 1970 – quando basicamente só produzia café, açúcar e cacau – para se transformar em um dos maiores players globais do agronegócio. Não tenho dúvidas de que o Brasil realmente terá um papel fundamental dentro do objetivo de se atingir esses 17 ODS no horizonte de 2030. Nesses últimos dois anos, a Embrapa conectou toda a sua agenda de pesquisas aos 17 ODS. Há várias unidades que estão trabalhando nesse processo. Então, não tenho dúvidas do importante papel que será desempenhado pelo Brasil.

Confira a entrevista na íntegra clicando aqui

avicultura 2019, edição,
Avicultura 2019

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