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Tecnologia

Butantan desenvolve vacina para Covid-19 com uso de ovos embrionados

A tecnologia também utiliza vírus inativado da doença Newcastle como vetor

Redação
26-Mar-2021 08:27 - Atualizado em 26/03/2021 11:23

O Instituto Butantan avançou no desenvolvimento de sua própria vacina contra a Covid-19, e pedirá autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar testes clínicos com voluntários, informou o jornal "Folha de S.Paulo" no final da noite desta quinta-feira (25). O Jornal da Globo confirmou a informação com fontes do Palácio dos Bandeirantes, do governo do estado de São Paulo.

A nova candidata a vacina será chamada de "Butanvac", e a tecnologia em questão utiliza o vírus inativado da doença de Newcastle, como vetor para transportar para o corpo do paciente a proteína S (de spike, espícula) integral do Sars-CoV-2.

A proteína é responsável pela ligação entre o vírus e as células humanas, e ao ser inserida sozinha no corpo estimula a resposta imune. Segundo Covas, ela já utilizará a proteína da variante amazônica, a P.1, mais transmissível e possivelmente mais letal.

Outra vantagem prevista, se o fármaco funcionar, é de escala e de independência. O seu vetor é criado dentro de ovos embrionados, o que aumenta bastante a rapidez de sua produção, e não há necessidade de nenhum insumo importado.

O diretor do Butantan, Dimas Covas, diz ser possível encerrar todos os testes da vacina e ter 40 milhões de doses prontas antes do fim do ano.

Ovos Embrionados

A Globobiotech, empresa constituída pela Globoaves, uma das maiores produtoras de ovos férteis e aves do Brasil, com domínio da tecnologia de produção de ovos embrionados, é parceira do Butantã na produção de vacinas.

As granjas estão implantadas em áreas isoladas, cercadas por barreiras sanitárias naturais de reflorestamento, com rigoroso controle de acesso, restrito aos colaboradores e um rígido protocolo sanitário. E as aves são alimentadas com ração de formulação exclusiva, produzida pela própria Globobiotech, composta por nutrientes de origem vegetal que garantem excelente qualidade de vida, saúde e produção das aves.

Modernas máquinas classificam os ovos por tamanho e peso. Somente os que atendem ao padrão de qualidade Globobiotech seguem para as bandejas, em que são submetidos a uma nova inspeção visual realizada por experientes operadores para serem liberados para a etapa de incubação.

Todo processo de incubação é realizado em equipamento de última geração, monitorado por sistemas e operadores altamente treinados, garantindo o correto crescimento do embrião até o momento de sua transferência para o Instituto Butantan. Os ovos passam também por um processo de ovoscopia, para classificar e destinar somente os embriões viáveis para a produção de vacina.

Os caminhões são verdadeiras incubadoras sobre rodas. Desenvolvidos com exclusividade para a Globobiotech, os veículos possuem equipamentos para o controle de temperatura, umidade e taxas de CO², além de terem sistema de suspensão especial para evitar qualquer dano aos embriões e possíveis trincas dos ovos.

Chegando ao Butantan, os veículos são deslacrados e após inspeção pelos técnicos do instituto são transferidos para a fábrica de vacinas. São essas ações que caracterizam o compromisso da Globobiotech com a tecnologia, a ciência e a inovação a serviço da saúde.

O instituto recebe amostra dos vírus que são usados na fabricação da vacina. Na primeira etapa, uma máquina injeta em cada ovo o vírus ainda vivo. Em seguida, o ovo é colocado em incubação por um período de 60 a 72 horas. Nesse tempo, o vírus consegue se multiplicar quase 10 milhões de vezes.

O material extraído do ovo, depois dessas etapas, passa por um processo de segmentação e todos os vírus são mortos. De cada ovo podem sair até três doses de vacina e cada um deles recebe até um tipo de vírus influenza. Portanto, quando a pessoa toma a vacina, é como se o organismo estivesse sendo atacado com o vírus. O objetivo é fazer com que o corpo conheça o inimigo enfraquecido e que consiga enfrentar a ameaça se ela aparecer de verdade.

Roberto Kaefer, CEO da Globobiotech falou a TV Gessulli sobre a parceria em live no mês de fevereiro. Se você perdeu confira abaixo:

 

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