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Economia

Dólar opera em queda, após dados de inflação e com política monetária no radar

Na terça-feira (8), a moeda norte-americana fechou estável, cotada a R$ 5,0349

Redação com informações de G1
09-Jun-2021 09:44

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (9), com os investidores digerindo dados domésticos sobre a inflação em meio a expectativas sobre a próxima reunião de política monetária do Banco Central.

Às 9h26, a moeda norte-americana caía 0,31%, vendida a R$ 5,0191.

No dia anterior, a moeda fechou estável, cotada a R$ 5,0349. Com o resultado, acumula recuo de 3,63% no mês e de 2,94% no ano.

O Banco Central fará neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em novembro de 2021 e março de 2022.

Cenário
 
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,83% em maio, após alta de 0,31% no mês anterior. Com o resultado, a inflação permanece bem acima do teto da meta do governo para a inflação no ano – o centro da meta é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

As atenções globais estão voltadas ainda para a divulgação do Índice de Preços aos Consumidores dos EUA de maio, que será na quinta-feira, e poderá determinar o rumo da política monetária do Federal Reserve (BC dos EUA).

Recentemente, temores sobre um superaquecimento da maior economia do mundo marcaram presença nos mercados globais, em meio a especulações de que um pico na inflação poderia levar o banco central norte-americano a apertar sua política monetária mais cedo do que o esperado.

Embora várias autoridades do Fed tenham afirmado repetidas vezes que enxergam as pressões inflacionárias como temporárias, outras já começaram a reconhecer que estão mais próximas de um debate sobre quando retirar parte de seu nível de apoio à economia.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed encerrará sua próxima reunião em 16 de junho. A data também contará com a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, com expectativa de elevação da taxa Selic a 4,25% ao ano, ante patamar atual de 3,5%. Um cenário doméstico de juros mais altos tende a favorecer o real, segundo especialistas, uma vez que torna investimentos locais atrelados à Selic mais atraentes para o investidor estrangeiro.

Vários analistas têm apontado as perspectivas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos como um fator de pressão para o dólar frente ao real, mas dados econômicos domésticos melhores do que o esperado também estão no radar, como o crescimento do PIB no 1º trimestre.

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