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Perspectiva 2021

Exportações de carne de frango devem crescer 1% em 2021, afirma Rabobank

Apesar da projeção de que a China reduza as importações de carne de frango brasileira, a Arábia Saudita deverá comprar mais

Redação AI
26-Nov-2020 09:28

O Brasil deverá manter trajetória de crescimento nas exportações de carne de frango em 2021. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (25), o Rabobank projeta um novo aumento nas exportações de carne de frango, de 1% em 2021. Isso porque, apesar da projeção de aumento de 15% na produção chinesa de carne de frango neste ano e da recuperação do rebanho suíno a um nível pouco abaixo dos surtos de peste suína africana que atingiram aquele país prevista para o próximo ano, a Arábia Saudita está retomando as compras da proteína brasileira. 

De acordo com o Rabobank, em 2020, no acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras de carne de frango registraram elevação de 1% em volume e queda de 12% em faturamento em dólar, mas que ainda beneficia as margens do setor, dado a desvalorização mais forte do real. O principal destaque é o aumento de 26% nos embarques chineses, que atualmente representa 17% das exportações e se consolida por mais um ano como maior destino, enquanto Arábia Saudita e Japão, segundo e terceiro maiores importadores, reduziram as compras em 4% e 3%, respectivamente.

 

RETOMADA DA ARÁBIA SAUDITA

A Arábia Saudita, que historicamente era o principal comprador de carne de frango do Brasil, desde o ano passado vem reduzindo as importações com o intuito de seguir a meta do governo de ser autossuficiente em 80% na produção até 2025 (atualmente tem cerca de 60%). Porém, desde julho volumes maiores têm sido comprados pelo país árabe, mesmo em um cenário de aumento de produção este ano.

Isso porque os desafios com a Influenza Aviária, que tem impactado na produção de ovos no país, e a redução econômica (devido às contações do petróleo e efeitos da pandemia), tem aumentado a demanda doméstica pela atratividade de preço, e também, a chegada das estações mais frias elevam sazonalmente o consumo por esta carne. Além disso, existe a expectativa de maior consumo doméstico com a retomada das viagens de negócios e turismo no país árabe.