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Frango caipira vira carne nobre

Existe, no entanto, uma série de problemas a serem superados para que seja possível comercializar o frango caipira em escala comercial.

Redação AI 04/11/2002 – Ao mesmo tempo em que aumenta o espaço da carne de frango caipira no mercado consumidor, os produtores a maioria de assentamentos rurais têm grandes dificuldades em função da inexistência de uma legislação específica e a falta de infra-estrutura e de técnicas ecologicamente corretas que garantam uma produção com qualidade e que atenda exigências da legislação sanitária.

O assunto foi tratado na última quinta-feira (31 de outubro) pelo Comitê da Cadeia Produtiva do Frango Caipira, durante reunião no auditório do Incra, em Campo Grande (MS). Compareceram representantes de associações de produtores, órgãos públicos, universidades, como a UCDB, que desenvolve projetos com frango caipira, e empresas envolvidas no processo.

A expectativa dos produtores é muito grande a partir de uma demanda crescente, da pouca oferta do produto e dos bons preços que começam a ser praticados em relação a esse produto. Existe, no entanto, uma série de problemas a serem superados para que seja possível comercializar o frango caipira em escala comercial. O técnico da Secretaria da Produção Benedito Lázaro, na sua intervenção durante a reunião, demonstrou preocupação quanto à necessidade de se ter uma legislação especial a partir da realidade de atendimento em grande escala comercial. Já Odilon Rosa de Matos, do Iagro, disse que não há o menor problema quanto à falta de legislação, pois os produtores podem produzir normalmente com o que existe em vigor em termos de legislação. Quanto à parte sanitária, disse que eles devem obedecer à risca às recomendações do Iagro, mesmo porque essa obediência é uma garantia para os produtores e o Iagro está aí para servi-los, nunca para atravancar os seus negócios, ressaltou.

Depois de muito diálogo, ficou definido que os produtores deverão procurar se enquadrar na lei existente e passar a executar seus projetos de forma definitiva, pois as perspectivas são as melhores possíveis. Em Brasília, por exemplo, o processo está bem mais adiantado a partir de uma organização maior, tanto que a primeira remessa de 40 toneladas de frango caipira para o Afeganistão está fechada e deverá ocorrer ainda neste mês de novembro.