Alltech AI
AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Avícola Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Ovos Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Economia

Governo tem expectativa positiva para novos Fiagro

Valor total de emissões poderá atingir R$ 10 bi até junho

Redação com informações de Valor Econômico
20-Jan-2022 08:37 - Atualizado em 20/01/2022 08:49

Os Fundos de Investimentos nas Cadeias Agroindustriais (Fiagro) movimentaram R$ 7,5 bilhões em valor de emissão no intervalo entre julho - quando foram regulamentados provisoriamente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - e novembro de 2021, segundo nota informativa da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia.

No período, foram registrados 31 fundos (24 de investimentos imobiliários e sete de direitos creditórios), a maioria ainda em fase pré-operacional. A expectativa é que o montante ultrapasse R$ 10 bilhões até o meio deste ano. Apesar das cifras elevadas, os valores das ofertas desses fundos ficaram em R$ 5,5 bilhões. Considerando apenas os sete Fiagro em pleno funcionamento, o número cai para R$ 1,4 bilhão, metade da estimativa inicial do mercado.

O desempenho aquém das expectativas das gestoras financeiras deve-se, em parte, a mais um ano tumultuado na economia e à resistência de alguns investidores. Mas os Fiagro seguem sendo vistos com otimismo pelo governo e pelo mercado de uma forma geral, tanto para fomentar investimentos quanto para atenuar problemas estruturais do setor rural.

Para o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais, Rogério Boueri, o esgotamento de recursos a juros controlados na safra 2021/22 e a expectativa de aumento de taxas no próximo ciclo podem ajudar os fundos a deslanchar. “O Fiagro é uma alternativa, já que tem taxas flutuantes”, avaliou. “É um instrumento sem exigibilidade nem subsídio do governo. Está sendo um sucesso”.

Segundo Boueri, a criação de mais alternativas de crédito e o aumento da competição nesse mercado vão reduzir o custo dos empréstimos na ponta. O movimento não foi plenamente observado em virtude da alta expressiva da taxa base. “Quanto maior a concorrência, menor será o spread que o produtor vai pagar no crédito. Nossa convicção é que o produtor estaria sentindo mais ainda a alta dos juros se não existissem essas válvulas de escape (...) Quando a Selic baixar, vamos ver realmente a força desse instrumento”, disse.

Na nota informativa, o Ministério da Economia disse que os Fiagro abrem oportunidade para que pequenos investidores façam aportes e possam usufruir do crescimento do agro, com “maior dinamismo e transparência ao mercado de terras rurais, um mercado mais competitivo na formação de preços de terras, e maior liquidez ao estoque de terras como ativo do produtor rural”.

O documento realça o potencial desses fundos na atração de capital para o campo e de investimentos estrangeiros ao país. “O Brasil terá que elevar em 40% a produção nesta década, e investidores estrangeiros podem achar que essa é uma boa oportunidade. Mas a Constituição não deixa eles comprarem terras aqui. Agora, eles podem, com o Fiagro imobiliário, apostar no crescimento, na valorização das terras, sem que o país abra mão da sua soberania”.

A equipe econômica aposta também nos efeitos positivos do melhor aproveitamento de terras mal administradas e de baixa eficiência, que inclusive fazem o Estado perder arrecadação. Como os imóveis precisam estar totalmente legalizados para integralizar esses fundos, a tendência é que os Fiagro ajudem no processo de regularização fundiária e de melhoria da gestão no campo. Entre um terço e metade das propriedades não estão plenamente regularizadas, de acordo com Boueri.

Outras vantagens dos Fiagro listadas na nota estão o diferimento no recolhimento do imposto, para o momento de venda das cotas ou na liquidação do fundo, e a liberdade do gestor para definir a forma de distribuição de rendimentos. Ainda não houve registro de Fiagro Participações. Essa modalidade permite compor fundos com participações de empresas do agro em suas carteiras. Com isso, o ganho econômico da atividade rural torna-se dividendo para os cotistas.

“É o private equity do agro, tem que estudar bem isso. Mas essa modalidade pode alavancar esse movimentos de grande consolidação e IPOs das empresas do setor no mercado de capitais”, finalizou Boueri.

Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade