Guia Gessulli
27-Jan-2015 14:16 - Atualizado em 20/04/2016 14:54
Artigo

Halal e haram - por Odacir Klein

Há poucos dias, recebi uma mensagem, por e-mail, com um audiovisual a respeito da diminuição das taxas de natalidade nos países chamados desenvolvidos e o avanço do islamismo nos mesmos.

A demonstração é alarmante e prevê que, em poucas décadas, principalmente na Europa, haverá uma expressiva presença de muçulmanos.

Na matéria, a preocupação é com os reflexos nos usos e costumes.

Comentei o assunto com um amigo e ele brincou dizendo que tal fato irá representar diminuição do consumo de carne suína.

Procurei examinar o assunto, constatando que para os muçulmanos existe o halal, que representa permissão, dentro de regras determinadas, e o haram - ou haraam - que estabelece a proibição.

A carne suína, cujo consumo avançará em outros países, principalmente asiáticos, está abrangida pelo haram muçulmano, ou seja, tem seu consumo proibido, por ser considerada impura.

A carne de frango pode ser consumida se observadas regras determinadas quanto à verificação da origem do animal, do processo de abate e de outros procedimentos. Por isto, o processo é genericamente conhecido como halal, termo que significa permissão com normas e regras.

No Alcorão, pelo menos 24 versículos tratam das prescrições no domínio alimentar.

No processo halal, o abate deve ser feito por sangrador muçulmano e os sangradores ficam sujeitos a um supervisor. O sangramento é feito pelo corte da artéria carótida e da veia jugular, na área do pescoço, com o animal ainda vivo e suspenso pelas patas traseiras. Terminado o sangramento, o animal é decepado de um só golpe.

Sabemos que os mercados de países muçulmanos são crescentes para as carnes das aves permitidas, respeitadas as normas referentes à origem e ao abate.

Não há dúvidas de que a tendência é um avanço do islamismo na população. No entanto, se isto ocorrer de forma acentuada na Europa, poderá ser menor em outras áreas, principalmente da Ásia, onde há países com grande densidade populacional e consumidores das carnes de suínos.
Quanto às derivadas de aves, é óbvio que, avançando o islamismo na Europa, haverá maior necessidade de abate pelo processo halal.

Há uma semana, este era um assunto que nunca tinha me chamado a atenção.

Odacir Klein

Advogado e profissional da área contábil. É sócio da Klein & Associados e coordenador do Fórum Nacional do Milho.

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