AveSui 2020
03-Abr-2020 09:00
Destaques

Insumos batem novo recorde de preços e o desempenho das exportações

Confira o que foi destaque nos portais Avicultura Industrial e Suinocultura Industrial
 
 
 
 

Nesta semana, os Indicadores da soja e do milho atingiram recordes nominais das respectivas séries do Cepea. O indicador da soja Paranaguá tem fechado acima de R$ 100,00/saca de 60 kg, sendo este o maior patamar nominal da série histórica iniciada em março de 2006. Na terça-feira o Indicador Paranaguá fechou a R$ 101,21/saca, acumulando alta de 12,63% em março.

A oferta de milho segue restrita no Brasil, contexto que mantém os preços em movimento de alta desde setembro do ano passado.  Na terça, o Indicador atingiu R$ 60,14/saca de 60 kg, também o maior valor nominal da série iniciada em agosto de 2004. Em março, o Indicador registrou alta de quase 13%.

As exportações de carne de frango in natura fecharam o mês de março em queda. No total os embarques somaram US$ 501,4 milhões,  ante US$ 505 milhões em fevereiro e US$ 508 milhões em março de 2019, o que representa recuo de 18,8 % e 14% respectivamente.

De acordo com o banco BTG a contração ocorreu no final do mês, pois os dados preliminares até a terceira semana não sugeriam nenhuma restrição de volumes. Para os analista istos pode ser uma conseqüência de uma menor disponibilidade temporária de contêineres refrigerados após o congestionamento nos portos chineses. Ainda assim os impactos nas exportações continuam limitados, com dados do primeiro trimestre sugerindo que a demanda no exterior continua relativamente forte.

Já as exportações de carne suína continuam firmes.  Os embarques somaram US$ 155,92 milhões em março, ante US$ 143,3 milhões em fevereiro e US$ 96,8 milhões em março de 2019.  De acordo com o relatório trimestral do banco BTG as vendas da carne suína foram 97% maiores no primeiro trimestre deste ano quando comparado ao período de 2019. s dados de exportação do primeiro trimestre sugerem que a demanda no exterior por proteína brasileira permanece forte e que os impactos do surto de coronavírus até agora foram limitados.

A maior demanda dos consumidores por ovos no período da Quaresma, nesse ano, veio acompanhada pelo medo da escassez devido aos impactos do Coronavírus . Na avaliação do setor, houve uma busca maior nos supermercados, que também ampliaram seus pedidos pela proteína. Apesar da maior procura, não haverá desabastecimento, garante a Associação Brasileira de Proteína Animal . No entanto, a oferta do produto está baixa desde o início de 2020. Segundo colaboradores do Cepea, a diferença entre os volumes demandado e ofertado aumentou significativamente, impedindo que parte deles consiga fornecer toda a quantidade pedida. Quanto aos preços, as dificuldades em atender à demanda têm sido diferentes dentre as regiões acompanhadas, fazendo com que as variações sejam distintas dentre as praças, o que não é comum para a avicultura de postura

 

 

 

Redação AI/SI
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