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17-Jan-2020 11:32 - Atualizado em 17/01/2020 12:08
Comentário

Inteligência Artificial no Agronegócio

Por Lauri Jefferson Miguel, Engenheiro de aplicação do setor vertical de alimentos e bebidas. Siemens Ltda.

Até pouco tempo atrás, as atividades que envolvem o agronegócio eram feitas de forma bastante tradicional, seguindo crenças e padrões pré-estabelecidos durante décadas e atingindo os resultados já conhecidos. Esse modo de trabalhar foi bastante eficaz e tornou nosso país o maior fornecedor de proteína animal do mundo.

Contudo, em paralelo a esse mundo tradicional, a tecnologia se desenvolveu exponencialmente, ocasionando uma ruptura na nossa forma de produzir, negociar e consumir.

Vivemos num ambiente onde tudo está conectado e as empresas mais competitivas produzem com alto nível de excelência, beirando à perfeição.  Estamos no epicentro de um furacão de mudanças que é alimentado pela digitalização, mobilização, desintermediação e automação. Essa lista cresce cada vez mais e o agronegócio está sendo impactado.

Hoje, muitas soluções que antes só víamos em filmes de ficção científica, já são realidade. Por exemplo, temos aplicativos que auxiliam nossa locomoção, calculando rotas por locais onde nunca estivemos, e carro elétricos que se retroalimentam de informações para conseguirem melhor desempenho. Além disso, já contamos com aplicativos capazes de interpretar sinais e interagir conosco, monitorando nossa saúde e nos ajudando em tarefas como compras e pesquisas.

Então, como aproveitamos esses recursos para produzir novas oportunidades para o agronegócio dentro dessa transformação digital? A resposta está em mensurar, apontar, rastrear, aumentar a capacidade preditiva e melhorar a adaptabilidade dos processos para torná-los mais eficazes e garantir ainda maior produtividade.

Traduzindo isso para nossa realidade, coletar e analisar de forma automatizada e inteligente os dados produzidos do campo até a gôndola. São algumas possibilidades: saber o quê e quanto o animal comeu, quais vacinas foram administradas e em quais datas, qual a influência desses alimentos na saúde e crescimento do animal, chegando ao ponto de termos um software que chama automaticamente um veterinário para verificar os animais e se antecipa a situações de risco.

Estamos falando de uma inteligência capaz de se conectar, analisar milhões de dados em um segundo e tomar decisões baseadas em dados globais coletados em tempo real, ou seja, ações que nenhum ser humano seria capaz de fazer em tão pouco tempo.

Já existem sistemas capazes de conectar equipamentos independentemente das marcas, melhorar a performance da fábrica em âmbito de produção, ajustar set-points de forma automática, prever falhas ou gargalos de produção para evitar paradas inesperadas, equipamentos que podem lhe dizer o que é melhor produzir e quanto custa para produzir cada peça colocada no mercado.

Essas máquinas se adaptam sozinhas, interpretam dados como tipificações, padrões, se ajustam o corte automaticamente para reduzir as perdas, enfim, fazem tudo o que levamos semanas ou meses, em apenas alguns segundos.

Tudo isso trazendo toda a cadeia produtiva para a palma da mão em um tablet ou um celular, em nível de gestão, fornecendo insights e buscando melhorias contínuas, numa escala nunca imaginada.

Unindo a inteligência artificial com o aprendizado de máquinas (machine learning) e os “big datas”, conseguiremos tomar decisões em uma velocidade condizente com a necessidade do mercado e a evolução tecnológica.

Estamos vivendo um momento histórico no quesito inteligência artificial e precisamos utilizar todo o potencial da IA o mais rápido possível, dessa forma não perderemos espeço no mercado.

E você? Quer seguir junto com a tecnologia ou quer ser engolido por ela?

 

Redação AI/SI

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