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Estudo

Mais espaço melhora o bem-estar e a produtividade de galinhas poedeiras

Estudo pode auxiliar no aumento da produtividade e da qualidade no setor avícola, e foi premiado no 16º Congresso de Produção e Comercialização de Ovos

Mais espaço melhora o bem-estar e a produtividade de galinhas poedeiras

Um estudo que pode auxiliar no aumento da produtividade e da qualidade no setor avícola foi premiado no 16º Congresso de Produção e Comercialização de Ovos, realizado de 20 a 22 de março no Centro de Convenções de Ribeirão Preto.

O trabalho intitulado “Morfologia do útero de poedeiras comerciais alojadas em diferentes densidades” foi reconhecido na categoria Pesquisa Científica. O estudo integra o projeto de pesquisa “Indicadores comportamentais e fisiológicos do bem-estar de poedeiras em fase de produção alojadas em diferentes densidades e sua aplicação no sistema convencional”, apoiado pela FAPESP.

Receberam o prêmio os pesquisadores científicos do Instituto de Zootecnia Carla Cachoni Pizzolante e José Evandro de Moraes, em parceria com a professora Lizandra Amoroso, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal.

Segundo Pizzolante, o trabalho premiado “possibilitou a avaliação do perfil das camadas de células e tecidos uterinos e suas consequências do manejo das aves de diferentes linhagens de poedeiras comerciais que foram submetidas a cinco densidades de alojamento (321,43; 375,00; 450,00; 562,50 e 750,00 cm²/ave)”.

O estudo indica que o maior espaço resulta em melhora do bem-estar das aves e da qualidade dos ovos. “Com a realização da pesquisa conclui-se que galinhas criadas na densidade de 750 cm²/ave apresentam revestimento mucoso mais alto com revestimento ciliado bem desenvolvido, favorecendo a formação do ovo e seu deslocamento durante a ovipostura em relação às outras densidades”, disse Amoroso.

Segundo Amoroso, a premiação “demonstra que a união da descrição morfológica com novos conceitos de bem-estar e ambiência na criação de poedeiras trazem resultados pertinentes para o meio acadêmico e para o campo”.

Moraes comenta que a parceria estabelecida com o grupo de pesquisa de Amoroso na Unesp “possibilitou avanços incríveis e salto de qualidade nas avaliações que envolvem as questões de bem-estar animal, pois ainda muitos estudos são subjetivos, e no caso desse trabalho premiado conseguimos mitigar com precisão aspectos consequentes do manejo estabelecido no sistema convencional de produção de ovos”.

Além de Amoroso, Moraes e Pizzolante, o trabalho teve a participação de Fabiana de Moraes Milani, Ricardo José Sacramento de Oliveira e Silvana Martinez Baraldi Artoni.

Pizzolante destacou a importância para a pesquisa do “apoio institucional da Dra. Renata Helena Branco Arnandes, diretora do Instituto de Zootecnia, e do Dr. Ricardo Costa, diretor do Centro de Pesquisa em Zootecnia Diversificada do Instituto de Zootecnia, ao qual o setor de avicultura está ligado.

A pesquisadora também agradeceu o apoio da FAPESP, da Associação Paulista de Avicultura e da Fundação Apinco de Ciência e Tecnologia Avícolas (Facta), “pelo reconhecimento e visão sobre as reais necessidades de pesquisa avícola para atender o setor produtivo”.