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Bloqueios nos embarques

Mais quatro países suspendem compras de carne do Brasil após caso de vaca louca

Além de China e Arábia Saudita, Egito, Irã, Indonésia e Rússia adotaram a medida após a confirmação da doença em Minas Gerais e Mato Grosso

Redação com informações de Globo Rural
16-Set-2021 14:53

Os dois casos atípicos de mal da vaca louca registrados em Minas Gerais e Mato Grosso e confirmados pelo Ministério da Agricultura no início deste mês geraram a suspensão das exportações de carne bovina para pelo menos seis países, segundo levantamento feito pelo setor, ao qual Globo Rural teve acesso.

As informações, não divulgadas oficialmente, apontam bloqueios nos embarques para Rússia, Indonésia, Irã e Egito – além de China e Arábia Saudita, já confirmados pelo governo brasileiro.

Procurados, o Ministério da Agricultura e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) ainda não se manifestaram sobre a lista de bloqueios.

Ambos foram consultados pela reportagem após a confirmação da doença e, mais recentemente, quando foi noticiado o bloqueio saudita. Em nenhum desses contatos, as instituições relataram problemas com os demais países.

Segundo o documento, as suspensões entraram em vigor entre os dias 4 (Irã) e 15 de setembro (Rússia) e abrangem todos os frigoríficos de Minas Gerais e Mato Grosso, sendo a única exceção a Arábia Saudita, que suspendeu apenas cinco frigoríficos mineiros.

Ainda de acordo com o documento, os sauditas teriam encerrado o bloqueio na quarta-feira (15/9). O Ministério da Agricultura, contudo, nega. Juntos, os seis países responderam por 57,3% das exportações brasileiras de carne bovina em 2020.

Diferentemente do caso clássico, que ocorre quando os animais consomem produtos de origem animal, o caso atípico ocorre naturalmente em bovinos de idade avançada, tal como o Mal de Alzheimer em humanos.

É por esse motivo, por exemplo, que a China exige que a carne seja de animais com até 30 meses. Os protocolos sanitários com o país também determinam a suspensão automática das exportações até que as autoridades sanitárias analisem os documentos enviados pelo Brasil.

Já o caso clássico ocorre devido a uma proteína chamada príon e que está presente em produtos de origem animal. O Brasil nunca registrou a ocorrência da doença e proíbe o uso de produtos de origem animal na nutrição de bovinos desde o início dos anos 2000, quando a doença passou a se espalhar na Europa.

A prática, contudo, ainda é observada em algumas criações. No último mês, dois casos foram constatados pelos serviços de defesa agropecuária de São Paulo e Minas Gerais.

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