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Biosseguridade

Ministro diz que Brasil não vai avançar na questão de bem-estar animal nesse momento

Segundo Blairo Maggi, prioridade é manter status sanitário livre de Influenza Aviária investindo em manter biosseguridade

Avicultura Industrial / Fernanda Oliva
16-Mar-2017 09:35 - Atualizado em 16/03/2017 09:46

O risco iminente do vírus da Influenza Aviária chegar aos planteis brasileiros fez com que o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) tomasse a importante decisão de não avançar na questão de bem-estar animal nesse momento. Segundo o ministro Blairo Maggi, a criação de galinhas soltas, por exemplo, vai na contramão dos esforços em manter a biosseguridade nas granjas para mitigar os riscos da doença.

“Falando sobre bem-estar animal, que prevê galinhas soltas, vai ao contrário do que a gente esta fazendo aqui. A gente quer telar, quer fechar. Tomamos a decisão que não vamos avançar nessa área. Pode vir reclamação, sugestão, mas o Brasil não vai mexer com isso porque vai exatamente o contrário de todo o esforço que estamos fazendo”, afirmou Blairo Maggi durante coletiva de imprensa sobre a revisão das regras de biosseguridade em função de evitar a entrada de doença nos planteis.  

Após a coletiva, o diretor de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, ressaltou que é importante destacar a percepção do ministério em relação ao tema. “É um conceito que vem sendo discutido internacionalmente, o Brasil tem discutido isso nos diversos fóruns internacionais, e é um caminho que naturalmente será seguido”, explicou. “Mas, é importante colocar na balança, do ponto de vista sanitário, quais são os riscos que estão envolvidos dentro do processo produtivo e qual é a velocidade que temos que andar no ponto de vista de bem-estar animal, sem contrapor as questões sanitárias”, disse.  

Rangel ressaltou que o governo fará o que for possível do ponto de vista de bem-estar animal sem que comprometa a questão do risco sanitário. “Esse processo de criação de galinhas livres vai de encontro, de uma maneira conflituosa, a esse modelo de compartimentação, de biosseguridade, que estamos investindo no Brasill . Há de se fazer um balanço sobre o custo beneficio de  adotar determinados modelos”, sugeriu .

“É obvio que o mercado vai dizer até que ponto podemos avançar nesse modelo, mas hoje o Mapa esta deixando muito claro que o mais importante é a biosseguridade”, enfatizou o diretor. “Então, se for optar entre adotar protocolos de bem-estar animal ou adotar protocolos mais rigorosos de biosseguridade, haja vista os riscos que envolvem uma ocorrência de influenza aviaria, nós vamos apostar, nesse primeiro momento, nos protocolos de biosseguridade”, concluiu.

Assista na íntegra:

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