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Moagem de ingredientes

A correta moagem permite obter bons índices de homogeneidade na mistura dos ingredientes. E, na continuidade das operações realizadas nas fábricas de rações após a mistura, uma perfeita peletização é um importante fator de melhoria de desempenho na avicultura de corte

Redação AI/SI
15-Mar-2021 09:49 - Atualizado em 15/03/2021 10:09

A moagem dos ingredientes é uma das várias etapas importantes no processo de fabricação de rações. Esta operação é analisada primeiramente sob o ponto de vista da sua integração no conjunto sequencial de atividades tecnicamente ajustadas para fabricar economicamente rações balanceadas de qualidade.

A correta moagem permite, na sequência, obter bons índices de homogeneidade na mistura dos ingredientes. E, na continuidade das operações realizadas nas fábricas de rações após a mistura, uma perfeita peletização é um importante fator de melhoria de desempenho na avicultura de corte. A formação do pellet sofre efeito direto da proporção relativa, granulometria e características dos (macro e micro) ingredientes da ração, além da operação e regulagem do maquinário que integra o sistema.

Os diferentes grãos de cereais por apresentarem diversos graus de resistência à quebra e por apresentarem distintas estruturas de armazenamento dos carboidratos têm distribuição granulométrica peculiar quando submetidos a um processo de moagem ajustado e padronizado com a tradicional e convencional moagem do milho. Os processamentos de moagem aplicados aos grãos de leguminosas ou oleaginosas visando uma granulometria adequada para proporcionar a plena digestão dos componentes proteicos podem ser diferentes daqueles adequados para o processamento das fontes de carboidratos (cereais).

Por exemplo, um manejo de moagem/processamento diferenciado é necessário para obter o integral aproveitamento do óleo dos grãos das oleaginosas. Porém, diferenças anatômicas no trato digestivo de aves de produção e suínos devem ser consideradas quando se planeja produzir rações balanceadas para cada uma dessas categorias de animais. E isto determina o manejo ajustado da moagem dos ingredientes e a forma física das rações envolvendo uma grande complexidade no planejamento das fábricas de rações para alinhar as operações na ênfase da economia de tempo e de energia.

Dentro de uma fábrica de ração com múltiplos produtos, linhas de produção dedicadas e exclusivas para produção de rações para frangos de corte e suínos permitem enorme economia de recursos. A amplitude da granulometria dos ingredientes cereais em uma fábrica de rações que produz para múltiplas espécies pode variar aumentando com gradiente desde 200 micra nas rações destinadas à aquicultura, aumentando acima de 520 micra nas rações de suínos, acima de 600 micra nas rações de frangos de corte, aumentando acima de 1.000 micra em rações de poedeiras e perus e alcançando em alguns casos 1.600 micra para ruminantes. 

MOAGEM DE INGREDIENTES, A MISTURA E A FORMA FÍSICA DA RAÇÃO PARA A AVICULTURA DE CORTE

Em função da importância da avicultura comercial no mundo e do custo da alimentação nos sistemas de produção, este é um assunto que tem motivado pesquisas há mais de 50 anos com uma enormidade de abordagens na procura por procedimentos que aumentem o aproveitamento nutricional das rações pelas aves.

Neste período, foram estabelecidos os procedimentos técnicos padronizados que são necessários para avaliar granulometria, uniformidade de mistura e qualidade de pellet. Porém, poucos relatos científicos apresentam uma convergência entre os aspectos técnicos da produção de rações (a engenharia de produção) com o efeito dos diferentes processamentos aplicados sobre os diversos ingredientes no desempenho animal em condições reais de produção.

Um exemplo clássico é a necessidade de avaliar qualidade de pellet a campo. As condições de produção de frangos de corte evoluíram para sistemas automatizados de alimentação e, em galpões com mais de 100 metros de comprimento, é necessário avaliar a integridade dos pellets ao longo do sistema de alimentação. E, também, simultaneamente avaliar a real composição nutricional da ração que o frango de corte efetivamente ingere naquela posição dentro do galpão onde a ave se encontra.

Monitorias e controles que são fáceis de executar com equipamentos portáteis (tipo NIRs) e com possibilidade de transmissão eletrônica de dados a serem armazenados em base de dados adequadamente submetidos à análise estatística. Devido ao comportamento de pouco deslocamento dentro do galpão, em cada posição onde o animal se encontra é necessário que o pellet ingerido tenha composição nutricional uniforme e constante, seja no início ou no final da linha de alimentação.

Quando ocorre desajuste no sistema de alimentação, a integridade do pellet necessita de melhoras, sendo muito provável que a conversão alimentar no galpão não é a que se espera. Dessa forma, pellets de melhor qualidade podem garantir adequado desempenho animal ao longo do sistema de alimentação e, com esta garantia, a formulação de ração pode abrir mão de alguma fração dos coeficientes de segurança normalmente adotados para garantir elevado desempenho. 

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