Guia Gessulli
26-Out-2018 08:38
Pesquisa

Novo estudo com frangos de corte encerra debate de 30 anos em torno da biodisponibilidade de distintas fontes de metionina

Todos os valores de biodisponibilidade de MHA-FA ficaram significativamente abaixo do teor da substância ativa no produto referenciado pelo fabricante de 88%.

Um novo estudo, conduzido com uma genética moderna de aves, confirmou que a biodisponibilidade de metionina de produtos hidróxi-análogos líquidos (MHA-FA) é de apenas 65%, aproximadamente, em comparação com produtos de DL-metionina (DLM), como o MetAMINO®. Essa conclusão definitiva é coerente com a opinião científica recente da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e irá ajudar os produtores a otimizar os seus custos com alimentação animal. 

 O estudo, conduzido no Schothorst Feed Research, na Holanda, mostrou que a biodisponibilidade relativa de MHA-FA e DLM65 (DL-Metionina dilupida a 65%) na comparação com MetAMINO® foi de 65% e 61%, respectivamente.  Todos os valores de biodisponibilidade de MHA-FA ficaram significativamente abaixo do teor da substância ativa no produto referenciado pelo fabricante de 88%.

 “Esses resultados, que foram obtidos usando frangos de corte de genética moderna, confirmam que a biodisponibilidade de produtos hidróxi-análogos líquidos de metionina – MHA-FA – é de cerca de 65% na comparação com MetAMINO® na base produto a produto”, explicou Dr. Emmanuel Auer, responsável pela linha de negócios Animal Nutrition da Evonik.

 “Esses números são consistentes com a opinião científica de 2018 da EFSA de 66% em base de produto, e é importante que os produtores levem isso em conta se o objetivo é otimizar os seus alimentos para animais e obter a melhor relação custo-benefício”.

 Embora os produtos de DL-metionina sejam usados na maioria dos mercados avícolas globais, cerca de um terço dos produtores usa produtos análogos, sobretudo na forma líquida com ácidos livres (MHA-FA).

“Ainda que esses produtos tenham um teor ativo de 88%, a pesquisa mostra que só uma parcela desse teor está biologicamente disponível – por isso, os produtores devem estar cientes desse fato ao formularem as suas dietas”.   

 Os dados de desempenho do estudo também confirmaram que todas as melhoras obtidas com MetAMINO®, MHA-FA e DLM65 à dose mais alta atingiram um platô comum, onde não se perceberam diferenças significativas entre eles.  

 “Esses resultados deixam claro que a biodisponibilidade poderia ser interpretada de maneira equivocada quando baseada em dados dessa parte da curva dose-resposta”, disse Auer. “É necessário realizar a análise de regressão multiexponencial dos dados do estudo dose-resposta para determinar a biodisponibilidade de metionina e outros nutrientes. A validade desse método foi confirmada pelo novo estudo”.

 O estudo abrangeu 1.920 frangos de corte que receberam dietas iniciais (0 a 11 dias), crescimento (11 a 28 dias) e terminação (28 a 35 dias) com diferentes teores de metionina. Cada grupo de 120 aves recebeu MetAMINO®, MHA-FA ou DLM65 (MetAMINO® diluído com amido para um teor de metionina de 65%) em cinco níveis diferentes (de 0,4 a 3 g/kg). Um grupo basal de 120 aves não recebeu nenhuma metionina adicional. O desempenho de crescimento foi avaliado em cada fase e a avaliação da carcaça realizada no dia 35. 

 Os resultados mostraram que o aumento das doses de todos os três produtos de metionina (MetAMINO®, MHA-FA e DLM65) foi associado a um melhor desempenho em crescimento e rendimento da carcaça na comparação com a dieta basal. O suplemento de metionina mais alto (3 g/kg) melhorou o GP (ganho de peso corporal) em 70, 67 e 70% e reduziu a CA (taxa de conversão alimentar) em 22, 22 e 23% com MetAMINO®, MHA-FA e DLM65, respectivamente. De modo similar, o rendimento da carcaça melhorou 13, 11 e 13% e o rendimento da carne de peito (como percentual do peso corporal) melhorou 62, 60 e 63% com MetAMINO®, MHA-FA e DLM65, respectivamente.

 Análises estatísticas adicionais dos dados mostraram que a eficácia do MHA-FA em comparação com o MetAMINO foi  de  apenas 58% para ganho de peso (GP), 66% para taxa de conversão alimentar (CAR) e 62% para índice europeu de produção (IEP).

Redação AI
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