AveSui 2020
30-Mai-2019 10:56 - Atualizado em 24/06/2019 09:45
Frango caipira

O caipira de volta à mesa

O frango caipira agora volta a fazer sucesso como possibilidade de agregar valor na avicultura

Por Anderson Oliveira, de Pirassununga (SP)

 

Eles crescem mais devagar que os frangos de corte convencionais. Passam o dia ciscando ao ar livre e voltam para o galpão apenas para comer e dormir. Também, não podem receber melhoradores de desempenho na ração, como normalmente ainda ocorre nas criações industriais. É o frango caipira que está voltando ao mercado, agregando valor na avicultura e, com isso, retomando a antiga tradição dos almoços de domingo. A produção dessas aves alternativas voltou ao centro das atenções em 2015, com a elaboração de normas pela ABNT, a qual estabeleceu os requisitos necessários para que os frangos ou os ovos de galinhas criados nesse sistema pudessem ser chamados de “caipira”. Passados quase quatro anos da publicação, no entanto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ainda não homologou as regras. Atualmente, segundo Ricardo Bianchi, presidente da Associação Brasileira de Avicultura Alternativa (Aval), as normas são seguidas apenas por adesão voluntária das empresas. Assim, o consumidor pode conhecer a procedência do produto se apresentar em sua embalagem o Selo Aval, indicando que já são produzidos dentro destas regras.

A Avicultura Industrial visitou uma das granjas integradas da Korin, em Pirassununga, no interior de São Paulo, para ver de perto esse tipo de produção. A equipe foi recebida pelo proprietário da integração, Laer Rosolem, que estava com 16.500 aves durante a visita. Faltava pouco mais de uma semana para que os frangos fossem para o abate, que ocorre geralmente aos 70 dias. A linhagem criada por Rosolem era a Sasso, de pescoço pelado, que chega a pesar até 2,6 kg quando levada ao frigorífico.

Uma das regras estabelecidas pela ABNT diz respeito às linhagens que podem ser criadas como frango caipira. A lista é grande, segundo o superintendente da Korin, Reginaldo Morikawa, e incluem linhagens como a Paraíso Pedrês, Embrapa 51, além da Sasso. “Preservamos várias raças que podem ser consideradas caipiras, mais rústicas, porque elas têm aptidão de crescimento lento, peito mais alongado, um formato não comercial, que tem muito peito e muita coxa”, explica.

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