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Grãos

Podendo aliviar inflação, China aumenta importação de soja brasileira

Safra americana está no seu auge, mas está perdendo em custo para a produção brasileira em boa parte por causa do câmbio

Redação com informações de O Globo
17-Nov-2021 09:05

A China está comprando mais soja do Brasil, em um movimento atípico para essa época do ano. O país asiático precisa de soja para alimentar seu crescente rebanho de suínos, e novembro é a época em que os Estados Unidos mais vendem suas safras, logo após o término da colheita. Os estoques estão no auge, e os preços americanos devem ser os mais atraentes do mundo.

No entanto, este ano, a soja do Brasil está ainda mais barata e atravessando a janela americana de vendas. Na semana passada, a China comprou pelo menos 30 carregamentos de soja dos EUA e do Brasil, com mais da metade vinda do país sul-americano, segundo fontes a par do assunto ouvidas pela Bloomberg.

Movimento mostra avanço da soja do Brasil

Embora a compra desses carregamentos seja substancial, não é atípica para a estação, de acordo com agentes e analistas deste mercado. O que este movimento mostra é que o Brasil, que já é o maior exportador de soja do mundo, está se tornando cada vez mais competitivo nos mercados mundiais.

Em uma reviravolta incomum nesta época do ano, essa mudança sutil nos fluxos de comércio global pode indicar queda nos preços da soja.

Se o Brasil toma participação de mercado dos EUA, os estoques americanos podem subir, derrubando os preços da commodity  na Bolsa de Chicago — que também é referência para os preços globais.

Grão mais barato pode aliviar inflação global

Preços mais baixos de soja podem aliviar algumas das pressões inflacionárias sobre os alimentos no mundo, já que são um custo-chave para a criação de animais para a produção de carne. 

Os contratos futuros de soja em Chicago já estão em baixa de cerca de 25% em relação ao pico registrado em maio.

O ritmo veloz de plantações no Brasil e a perspectiva de uma safra recorde e precoce no Brasil têm ajudado a pressionar os preços em Chicago, enquanto os EUA devem perder fatia de mercado no comércio global — avalia Daniele Siqueira, analista na consultoria AgRural. 

A maioria das compras feitas pela China ao Brasil deverão ser embarcadas entre dezembro e janeiro, dizem pessoas informadas sobre as negociações que pedem para não serem identificadas.

A safra de soja do Brasil deve começar cedo, por volta do Natal, no Mato Grosso, o maior produtor do país, o que significa que os embarques da nova safra podem começar na segunda quinzena de janeiro, avalia a consultora.

Real fraco impulsiona safra brasileira

A soja brasileira é cada vez mais competitiva em comparação com a dos EUA, o segundo maior exportador.

As safras do Brasil estão ganhando mercado no mundo porque todos os seus fatores de produção, de mão de obra a combustível, são mais baratos em comparação com as dos EUA, principalmente por causa da desvalorização do real frente ao dólar. 

Os embarques de soja do Brasil totalizaram 1,5 milhão de toneladas nos primeiros doze dias de novembro, mais do que havia sido exportado em todo o mês no ano passado. 

As perdas de vendas externas dos EUA provavelmente não poderá ser compensada, mesmo com o aumento da demanda doméstica por biocombustíveis e óleo de cozinha, diz o analista da AgriVisor LLC Karl Setzer.

“Essa demanda doméstica pode diminuir o impacto da lentidão nas exportações, mas infelizmente não vai compensá-la completamente”, escreveu ele em relatório a clientes nesta terça-feira.

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