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Processamento de carne

Processos de automação ganham força e frigoríficos se tornam mais tecnológicos

Com a pandemia de Covid-19, rotinas tiveram de se totalmente transformadas nas plantas industriais, o que gerou aumento nos custos operacionais. Situações como o “ombro a ombro” deixaram de existir, levando as empresas a investir em processos cada vez mais automatizados

Avicultura Industrial
07-Jan-2021 08:56 - Atualizado em 07/01/2021 09:24

A pandemia de Covid-19 transformou por completo a rotina dos frigoríficos no País. Todos os seus processos internos, envolvendo principalmente a gestão dos colaboradores, teve de ser repensada de uma hora para outra. Em termos produtivos, os impactos não foram tão grandes em relação aos números de cada unidade no pré-pandemia. No entanto, os custos operacionais registraram forte elevação.

O dia a dia das plantas industriais teve de ser obrigatoriamente replanejado. Isso, desde a vinda dos colaboradores das suas casas, passando pelo ritual de troca de uniforme, refeições e acessos às instalações do setor produtivo e terminado no interior do ambiente de trabalho. Tudo teve de ser distanciado e protegido visando evitar o risco de propagação do vírus SARS-CoV-2 no ambiente laboral. 

Pessoas consideradas grupo de risco, por exemplo, foram afastadas com remuneração integral e novos colaboradores foram contratados a fim de minimizar estas ausências temporárias. Obviamente, os custos operacionais se elevaram para os frigoríficos, que tiveram de absorver inicialmente os valores decorrentes da adoção de todas estas medidas preventivas. Com isto, as companhias passaram a buscar formas de ampliar a automação de seus processos, ganhando em eficiência e tentando reduzir este novo custo gerado pela pandemia de Covid-19.

“A automação dos processos produtivos já era um conceito bem difundido e buscado pelos frigoríficos, mas, com a pandemia, este conceito foi plenamente consolidado”, comenta Roberto Mülbert, diretor-executivo da Foodmate na América do Sul.

O fato é que mesmo antes da Covid-19, um crescente número de plantas frigoríficas em todo o mundo já vinha enfrentando dificuldades na contratação de colaboradores para as suas linhas de processamento. “Isto demonstra que o fator humano é o elo mais fraco em uma unidade de processamento. Uma vez terminada a pandemia, esperamos que esta tendência pela automação continue”, ressalta Ruud Berkers, diretor da Marel para a América Latina.

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O executivo aponta que ao mesmo tempo em que a mão de obra está mais cara, o apetite mundial por produtos avícolas só cresce, o que exige maior capacidade de processamento e maior velocidade das linhas. “Em um cenário como este, certas operações manuais se tornam difíceis de serem feitas com eficiência e dentro de determinados padrões exigidos, o que torna a automação atraente tanto do ponto de vista econômico quando do de qualidade”, reforça Berkers.

Fim do "ombro a ombro"

Os frigoríficos possuem ambientes com características bem peculiares em termos de temperatura, com muitos colaboradores trabalhando próximos um do outro. Antes da Covid-19, os responsáveis por trabalhos manuais nas linhas de processamento ficavam no chamado “ombro a ombro”, onde a pessoa permanece ao lado da outra, bem próxima, enquanto executa o seu serviço. Permitir um distanciamento de dois metros por pessoa, segundo Berkers, significaria ter os processos manuais ocupando o dobro do espaço ou levaria o frigorífico a operar somente com a metade de sua capacidade no espaço existente.

“Ambas as situações influenciam negativamente a eficiência da produção. Então, sempre que possível, a automação será uma resposta óbvia aos desafios, além da maior higiene do processo automatizado, já que as mãos humanas passam a não tocar mais nos produtos”, indica o executivo da Marel.

As mãos representam o maior ponto de risco de contaminação de produtos dentro de uma unidade processadora de aves. Do ponto de vista higiênico, quanto menos a carne for tocada, menor as chances de contaminação por qualquer tipo de microrganismo patogênico.

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Conforme explica Berkers, o produto deve se mover o mais rápido e suave possível ao longo de toda a linha instalada em um ambiente cuja temperatura deve estar adequada a cada uma das etapas do processo, desde a pendura da ave viva até a chegada ao armazém frigorificado ou câmara fria.

“Manter o produto fresco em linha pode acrescentar dias a sua vida útil. Um processo em linha também permite rastreamento completo produto por produto, algo cada vez mais exigido por supermercados e empresas de fast food”, comenta o diretor.

Muito além de a automação oferecer importantes vantagens nos processos fabris em unidades frigoríficas, como minimizar o contato da mão nos produtos ou manter os processos em linhas, os equipamentos também favorecem uma maior segurança micrológica da carne.

“Nossos engenheiros de P&D estão sempre procurando tornar os equipamentos mais rápidos e fáceis de limpar e reduzir ao mínimo absoluto o número de pontos de contatos entre máquinas e produtos”, explica Berkers.

Atualmente, de acordo com o diretor da Marel, tanto os processos primários quanto os secundários podem ser totalmente automáticos com carcaças não tocadas pela mão humana desde a pendura das aves vivas até sua liberação para embalagem como um produto completo ou porções desossadas.

Outras operações, tais como formação de lotes e porções de estilização em bandejas de peso padrão, fatiamento e corte em cubos, também podem ser totalmente automáticas.

“As máquinas não têm dias de ‘folga’ e não se cansam. Elas têm um desempenho consistente e podem reduzir drasticamente a necessidade de um retrabalho manual potencialmente contaminante. Não esqueçamos também como em um processo automatizado em linha, o software Marel Innova pode rastrear e acompanhar cada carcaça e suas peças em todas as etapas do processo”, afirma o executivo.

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