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26-Out-2016 09:42
Guabi

Produção de carne de frango cresce e investimentos no setor registram alta

Números do setor incentivam a Guabi a investir na avicultura para manter o status sanitário alcançado e fortalecer as exportações do complexo das carnes

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações do setor de avicultura (considerando todos os produtos – in natura e processados) atingiram 3,379 milhões de toneladas (janeiro a setembro deste ano), desempenho 6% superior ao alcançado nos primeiros nove meses de 2015. Estes resultados fazem do setor um dos principais pilares da economia brasileira. 

Diante desses dados empresas que atuam no mercado brasileiro passaram a direcionar investimentos voltados ao setor. “O Brasil possui uma avicultura dinâmica, somos o maior exportador do mundo e o segundo maior produtor mundial, desta forma, o segmento está alinhado com as tendências internacionais para estar sempre na vanguarda desta área de produção animal, que gera prosperidade global”, ressalta João Carlos de Angelo, zootecnista e gerente de produtos da Guabi. 

Para João Carlos, os produtores brasileiros têm perfeitas condições de atender à necessidade mundial de proteína animal, sendo que o Brasil deve responder pelo aumento de 46% nas exportações mundiais até 2023. “Estamos prontos para atender as demandas do setor e contribuir para o seu progresso em todas as áreas produtivas. Para atingir esta meta, devemos investir cada vez mais para manter o status sanitário alcançado, focarmos na manutenção desta liderança e nas exportações do complexo das carnes (aves e suínos), conquistadas a duras penas. Desta forma, tornaremos os produtos resultantes destas cadeias produtivas brasileiras como sinônimo de qualidade no mundo, pois a defesa destes interesses deve ser tratada como uma questão de segurança nacional por conta de sua importância à economia brasileira”, completa o gerente. 

Foi com base neste propósito que a Guabi Nutrição e Saúde Animal esteve presente no encontro anual Poultry Science 2016, em Nova Orleans – Lousiana (EUA) e valoriza a importância da primeira edição do evento fora da América do Norte, que aconteceu no Brasil, de 04 a 06 de outubro, em Campinas. As novidades foram diversas na área de nutrição animal como: enzimas (fitases, carboidrases e proteases), óleos essências, ácidos orgânicos, prebióticos e probióticos. Outro tema relevante foi a discussão da nutrição pré-inicial e inicial, onde as exigências nutricionais são diferenciadas e ressalta a importância da precocidade da alimentação logo após a eclosão. Além disto, desenvolve o sistema imunológico, termorregulador, digestivo e evidencia ingredientes de alta digestibilidade, uma forma de amenizar a maturidade digestivo-absortiva.

Na área de bem-estar animal foi destacado a produção de aves no sistema “free range”, ou seja, livre de gaiolas, “esta tendência acende um alerta, pois temos algumas iniciativas isoladas no Brasil, embora ainda seja uma realidade bem distante daqui. A substituição de gaiolas por sistemas que priorizem o bem-estar dos animais é uma tendência mundial, mas que exige um prazo de adaptação, sendo um sistema novo que tende a agregar custo ao produto final”, explica João Carlos. 

Reduzir o uso de antibióticos para atender a demanda global é outra tendência nos próximos anos na produção animal, sendo que 47 países já estão em processo de implantação de políticas para restringir o uso de antibióticos. Inclusive, em 2021 está prevista uma proibição mundial quanto à utilização de antibióticos. “As empresas vão precisar reaprender a produzir carnes e ovos sem eles”, destaca o zootecnista. 

De acordo com João, as alternativas são a aplicação de aditivos naturais destinados ao controle da flora intestinal do animal, o que pode favorecer o sistema imunológico e prevenir a proliferação de doenças. 

 “A avicultura e suinocultura evoluíram muito nas últimas duas décadas, sustentada pelas áreas de genética, nutrição, manejo e ambiência. Por que não incluir o setor laboratorial neste conjunto de fatores de sucesso? Deixo esta reflexão para os envolvidos nesta inovadora cadeia. Os laudos analíticos não devem simplesmente fazer parte dos controles, mas sim, serem explorados de forma estratégica ao longo de toda a cadeia de produção”, pontua.

Informações A.I.
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