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Internacional

Produtores rurais em Nova York aguardam decisão sobre pagamento de horas extras

Trabalhadores estão preocupados com a decisão do conselho sobre mudança jurídica que poderia aumentar os custos de horas extras para a próxima safra

Broadcast Agro
30-Dez-2020 09:26 - Atualizado em 30/12/2020 09:37

Produtores rurais no Estado de Nova York estão passando a última semana de 2020 preocupados com a decisão de um conselho sobre uma mudança jurídica que poderia aumentar os custos de horas extras para a próxima safra.

Uma lei de 2019 exigiu que as propriedades rurais do Estado paguem horas extras para seus funcionários se eles trabalharem mais de 60 horas em uma semana. O texto também criou o "Farm Wage Board" (Conselho de Salários Rurais), composto por três pessoas, que recebeu a função de revisar se o limite de horas deveria ser reduzido. As 60 horas foram um acordo entre os interesses agrícolas, preocupados com aumento de custos, e sindicatos - que diziam que as horas extras deveriam ser pagas a partir de 40 horas, como acontece com a maior parte das outras indústrias e ocupações no Estado.

O conselho deve entregar um boletim até quinta-feira (31). Uma decisão sobre a mudança no limite de horas é de responsabilidade final da Comissária do Trabalho do Estado de Nova York, Roberta Reardon, que também pode pedir mais estudos sobre o tema.

O Departamento de Trabalho adiou abruptamente uma reunião do conselho salarial na semana passada por motivos de agenda, afirmou a porta-voz do departamento, Deanna Cohen, mas o painel agora vai se reunir na segunda e terça-feira. Ela disse que seria prematuro e inadequado falar mais sobre o assunto até que o painel entregue suas recomendações.

A New York Farm Bureau e outros grupos agrícolas disseram em uma carta enviada em novembro ao governador Andrew Cuomo, que nomeou Reardon, que haveria mudanças significativas nas operações agrícolas do Estado se o limite de horas for reduzido.

Havia 23.523 pessoas empregadas para produção agrícola ou animal em Nova York em 2018, de acordo com o Departamento de Trabalho do Estado. O total salarial delas era de US$ 842,3 milhões. O salário médio varia por região. Propriedades rurais já foram poupadas de algumas leis trabalhistas em Nova York em decorrência do que produtores diziam ser as condições únicas de suas operações, incluindo a dependência do clima e a necessidade de concentrar os trabalhos em períodos, como os de plantio e colheita.