Guia Gessulli
AveSui Inside Cooperativas Agroindústrias Bem - Estar Animal América Latina Comentário Avícola Economia Empresas Exportação Eventos e Cursos Genética Geral Insumos Manejo Meio Ambiente Mercado Externo Mercado Interno Nutrição Ovos Piscicultura Pesquisa e Desenvolvimento Processamento de Carne Sanidade Sustentabilidade Saúde Animal Tecnologia Revista Todos os Vídeos TV Gessulli no YouTube Edições Revista Digital Anuncie
Comentário

Que momento impressionante ao agronegócio

Boletim Agro30: resumo do agro de fevereiro e os cinco pontos selecionados para março

Marcos Fava Neves

Marcos Fava Neves é Professor Titular da Faculdade de Administração da USP, Campus de Ribeirão Preto. Especialista em planejamento estratégico do agronegócio ([email protected]).

08-Mar-2021 15:12

Nosso resumo mensal traz os eventos principais de fevereiro e o que observar em março. Em pronunciamento feito pela diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), a organização pontuou que os países devem priorizar as políticas para vacinação contra a Covid-19 como a mais importante medida econômica da atual conjuntura. Há esperanças de retorno a normalidade, principalmente se observarmos o que vem acontecendo nos EUA.

Na economia brasileira, o relatório Focus (Bacen) de 1º de março trouxe expectativas para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2021 em 3,87%, e de 2022 em 3,50%. Já para o PIB (Produto Interno Bruto), espera-se um crescimento de 3,29% neste ano e de 2,50% em 2022. Para taxa Selic, o mercado espera 4 % e 5 %, respectivamente, e no câmbio, R$ 5,10 no final de 2021 e R$ 5,03 no final do próximo ano. Fechamos 2020 com uma queda de 4,1% no PIB. Até que não foi tão mal perto do que se desenhou em um ano de pandemia.

No agro mundial e brasileiro, de acordo com o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de fevereiro, a produção global de soja para o ciclo 2020/21 deve totalizar 361,08 milhões de toneladas, com estoques finais de 83,36 milhões de toneladas. A projeção para a produção brasileira da oleaginosa é de 133 milhões de toneladas, enquanto que nos EUA e na Argentina devem ser produzidas, respectivamente, 112,54 e 48 milhões de toneladas. Já no milho, a produção mundial está projetada em 1.134,05 bilhão de toneladas e estoques finais de 286,53 milhões. Assim, para o cereal, os EUA devem produzir 360,24 milhões de toneladas; o Brasil, 109 milhões, e a Argentina, 47,5 milhões de toneladas. A oferta está bem apertada, e devemos consumir estoques, levando os preços das principais commodities para cima.

No mercado de commodities, de acordo com estatísticas do Valor Data, os preços da soja e do milho na Bolsa de Chicago fecharam o mês de fevereiro de 2021 com altas na ordem de 50% e 40%, respectivamente, em comparação aos valores do mesmo mês no ano passado. Outras commodities negociadas na bolsa de Nova York também tiveram crescimento significativos, como o açúcar (+10%), o suco de laranja (+15%), o café (+20%) e o algodão (+30%). Esse comportamento se sustenta pela expectativa de recuperação econômica mundial, políticas monetárias e fiscais, enfraquecimento do dólar e aumento da inflação.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que a produção brasileira de grãos da safra 2020/21 irá atingir 268,3 milhões de toneladas, com crescimento de 4,4% frente à passada, em uma área plantada de 67,7 milhões de hectares (+2,7%). Na cultura da soja, a produção deve totalizar 133,8 milhões de toneladas (+7,2%), em uma área cultivada de 38,3 milhões de hectares (+3,6%). Já no milho, a primeira safra está estimada em 23,6 milhões de toneladas (-8,0%) com uma área 0,8% inferior. No entanto, no acumulado das três safras, projeta-se um crescimento de 2,9% no volume colhido, chegando a 105,5 milhões de toneladas. No algodão, espera-se uma produção de pluma 16% inferior, somando 2,52 milhões de toneladas, em consequência da redução na área de plantio em 13,1%, que ficou em 1,45 milhão de hectares. Por fim, no trigo, a produção deve ser de 6,4 milhões de toneladas (+3,3%) graças ao crescimento na área plantada de 2,1%, alcançando 2,39 milhões de hectares.

As exportações do agronegócio do mês de janeiro de 2021 totalizaram US$ 5,67 bilhões, refletindo queda de 1,3% frente ao mesmo período de 2020, de acordo com estatísticas do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). As carnes ocuparam a primeira posição com US$ 1,15 bilhão (-14,0%), sendo US$ 547,80 milhões da carne bovina (-11,3%), US$ 423,90 milhões da carne de frango (-18,8%) e US$ 145,21 milhões da suína (-11%). Na segunda posição aparecem os produtos florestais, com exportações de US$ 824,20 milhões (-10,5%); o complexo sucroenergético aparece na terceira colocação, com aumento em sua comercialização em 39,3%, chegando a US$ 717,41 milhões. Em seguida, encontra-se o setor de cereais, farinhas e preparações, que exportou US$ 622,16 milhões (+46,3%), com o milho representando 80% desse montante. Finalmente, o café aparece na quinta colocação, com exportações de US$ 509,54 milhões (+26,7%). O complexo soja não apareceu entre os cinco principais segmentos (evento raro na pauta de exportações), pois apresentou queda de 44,6% em seu valor exportado, somando apenas US$ 484,07 milhões, devido, principalmente, às quedas nas vendas de grãos por conta dos preços elevados e baixos estoques globais. Por sua vez, o agronegócio comprou US$ 1,30 bilhão, um crescimento de 6,5% nas importações, mas deixa um saldo superavitário na balança comercial de US$ 4,37 milhões (-3,42%).

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), estima um VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) de R$ 1,142 trilhão em 2021; aumento de 15,8% em relação a 2020. No total, as cadeias da agricultura devem registrar R$ 759,25 bilhões (+19%) e as da pecuária R$ 383,45 bilhões (+9,8%). Já o Mapa estima que o VPB deve crescer 11,8% em 2021, chegando à marca de R$ 1,0 trilhão, com as lavouras somando R$ 688,4 bilhões e a pecuária R$ 314,5 bilhões. Preços favoráveis e boa previsão de safra são os fatores que impulsionam esse resultado.

A indústria de alimentos e bebidas no Brasil registrou faturamento de R$ 789,2 bilhões em 2020, alta de 12,8% frente a 2019. Tal resultado representa 10,5% do PIB brasileiro, segundo pesquisa da Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos). Foram responsáveis por 20 mil novos empregos no ano passado, o que reflete um crescimento de 1,2%.

O IC Agro (Índice de Confiança do Agronegócio) fechou o quarto trimestre de 2020 em 121,4 pontos, recuando 5,6 pontos frente ao trimestre anterior. Apesar da queda, o indicador é o terceiro melhor resultado da série histórica, evidenciando o otimismo com relação ao setor.

Segundo levantamento realizado pela StoneX, a colheita de milho verão encontra-se atrasada no Brasil quando comparada ao mesmo período do ano passado. Apenas 7% das lavouras haviam sido colhidas até a semana do dia 05 de fevereiro de 2021, enquanto que em 2020 esse valor atingia 20%. A previsão da consultoria é de que sejam produzidas 26 milhões de toneladas do cereal na primeira safra e 82 milhões de toneladas na segunda.

A estimativa da Conab para a produção brasileira de café na safra 2021 está entre 43,8 a 49,5 milhões de sacas de 60 kg, refletindo uma redução entre 21,4% a 30,5% em relação ao volume obtido em 2020. A área plantada e em produção é a menor da série histórica dos últimos 20 anos, somando apenas 1,76 milhão de hectares e contando com outros 431,9 mil hectares em formação. A participação do café arábica na produção deve ser de 66%, enquanto o conilon representa 33%.

De acordo com a reestimativa de safra do Fundecitrus, a produção de laranja do ciclo 2020/21 para o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro deve ser de 269,01 milhões de caixas, valor 30,45% inferior ao da safra passada. O comportamento bianual da cultura, agravado pelas condições climáticas, pode levar à pior quebra de safra dos últimos 33 anos para a região.

O mapeamento da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) apontou que a área equipada com irrigação no Brasil é de 8,2 milhões de hectares, sendo 64,5% com águas de mananciais e outros 35,5% com água de reuso. De acordo com a organização, a área irrigada pode crescer mais 4,2 milhões de hectares até 2040.

O agronegócio deverá ganhar mais competitividade pela criação de FIAgro (Fundos de Investimento do Setor Agropecuário), medida possibilitada pelo novo projeto de lei aprovado pelo Senado. A proposta visa criar um instrumento, nos mesmos moldes de fundos imobiliários, para financiar a atividade agropecuária no país, permitindo que pessoas físicas e instituições adquiram cotas de fundos, democratizando os investimentos no setor. Destaca-se aqui a participação fundamental do Deputado Arnaldo Jardim.

Na pecuária, a arroba bovina bateu novos recordes em fevereiro de 2021, atingindo valor superior a R$ 300, de acordo com o indicador do Cepea/B3. Tal nível de preço é acarretado pela baixa oferta de animais para abate, consequência de períodos anteriores com elevado abate de fêmeas e reduzida produção de bezerros, além do incremento de exportações, principalmente para China, e alta nos custos de produção com o dólar valorizado. Nos Estados Unidos, o clima frio que atingiu o sul do país nos últimos dias - com temperaturas de até -20°C - pode ter cancelado o abate de até 125 mil cabeças, segundo o Rabobank. Esse impacto já pode ser visto no acompanhamento do USDA, que apontou queda de 17% na produção de carne bovina no país; apenas na semana do dia 14 de fevereiro foram abatidos 56 mil animais a menos. As baixas temperaturas também prejudicaram algumas áreas de milho na região, o que deve elevar os custos de produção aos produtores locais.

Nas empresas de alimentos, destaque para a Minerva Foods que anunciou seus resultados de 2020, com recordes no lucro líquido – fechados em R$ 697,1 milhões. A receita líquida da companhia cresceu 13,3%, fechando em R$ 19,4 bilhões; e o Ebitda em R$ 2,14 bilhões, aumento de 22,4% em comparação ao registrado em 2019. Com os resultados, a companhia distribuiu dividendos adicionais aos seus acionistas: R$ 384,3 milhões, ou R$ 0,73 por ação. Outro destaque veio da JBS, incluir 200 pecuaristas de pequeno porte, de Rondônia, no selo Biocombustível Social, do Mapa. A empresa já investiu mais de R$ 5 milhões em assistência técnica gratuita desde que iniciou o programa, tendo adquirido mais de 110 mil animais por meio desta iniciativa. Com a inclusão dos novos produtores, a JBS espera uma oferta adicional de 40 mil cabeças de gado, produzidas com base nos parâmetros socioambientais do programa. É a sustentabilidade cada vez mais presente na indústria de alimentos.

A Beyond Meat, empresa de substitutos da carne, registrou prejuízo líquido de US$ 52,8 milhões no ano de 2020. A empresa atribuiu esse resultado as despesas relacionadas a pandemia da Covid-19, com baixa de estoques e reservas de produtos e suprimentos. No ano de 2019, o prejuízo da companhia foi de US$ 12,4 milhões.

É crescente o interesse dos agricultores na utilização de bioinsumos para o controle de pragas e doenças, e para a nutrição de plantas. Muitos desses produtos biológicos podem ser produzidos nas propriedades, gerando assertividade no manejo e redução nos custos de produção. Diante disso, o Mapa tem trabalhado em seu Programa Nacional de Bioinsumos para desenvolver o setor e fomentar novos investimentos para a construção de biofábricas através de financiamento pelo Inovagro. Mais um ponto para a sustentabilidade.

Também no elo dos defensivos, as estimativas do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal) apontam que o setor deve aumentar a sua receita em mais de 10% no ano de 2021. Esse valor é consequência de um potencial incremento de área tratada com os produtos, principalmente de soja e milho. A indústria também repassará quase que integralmente os custos com a variação cambial, o que não aconteceu em 2020, e acabou deixando muitas empresas com margens apertadas ou prejuízo. No ano passado, o faturamento total do setor foi de US$ 12,1 bilhões, caindo 10,4% frente a 2019.

Nas cooperativas, a C.Vale atingiu um faturamento de R$ 12,26 bilhões em 2020, crescendo 37% frente ao ano anterior, gerando um resultado líquido de R$ 251 milhões. As sobras distribuídas aos cooperados devem totalizar R$ 93 milhões. Exemplo de ação coletiva. No elo de produção agropecuária, intensificando sua tese de investimentos em terras estrangeiras, a BrasilAgro adquiriu 9,9 mil hectares em território boliviano por cerca de US$ 30 milhões. As áreas compradas já estão desenvolvidas e serão destinadas à produção de cana e grãos.

As tradings Bunge, Cargill, ADM, LDC e Glencore se uniram para desenvolver uma plataforma de gestão do fluxo de commodities. A Covantis – como ficou intitulada a joint venture – começou a ser idealizada há dois anos e terá o Brasil como primeiro campo de testes. O sistema possibilitará o contato entre os elos das cadeias de grãos com a entrega nos portos, integrando informações como datas de chegadas e partidas de navios, volumes de mercadorias, bandeiras e outras.

No âmbito dos biocombustíveis, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) segue com as discussões acerca da inclusão do diesel renovável na matriz energética brasileira. O biocombustível, já utilizado em países da Europa, é produzido por meio de óleos vegetais, gorduras animais e até mesmo óleo de cozinha, e segundo a indústria produtora, tem potencial para a redução das emissões de gases em comparação ao biodiesel. A decisão da CNPE deve ser concluída ao longo de 2021.

Em relatório divulgado pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), O Brasil pode gerar mais de 2 milhões de empregos e movimentar US$ 17 bilhões até 2030 com soluções baseadas no meio-ambiente. Nesse contexto, as discussões envolvendo a precificação do carbono devem se tornar cada vez mais frequentes; especialmente pelo fato de que a pauta será tratada na COP-26 da ONU, em novembro deste ano. Os avanços na comercialização de carbono podem beneficiar diversas áreas no Brasil, como a de biocombustíveis, energias renováveis, agricultura de baixo carbono, bioeconomia e outras.

No fechamento desta coluna, a soja, para entregar em cooperativa de São Paulo, estava em R$ 165/saca para março de 2021 sendo negociada a R$ 155/saca e em março de 2022 a R$ 151/saca. Há um ano estava em R$ 83/saca. No caso do milho, hoje está em R$ 82/saca; R$ 66/saca para entregas em agosto de 2021, e R$ 64/saca para agosto de 2022. Há um ano, o milho estava em R$ 50/saca. O algodão em R$ 165/arroba, contra R$ 92 do ano passado. No boi, a arroba era negociada em mais de R$ 300. Foi um mês de incrível ganho de preços. 

Os cinco fatos do agro para acompanhar diariamente em março são:

  • Com as chuvas praticamente consolidadas na primeira safra, agora é na segunda que reside a preocupação principal, com ênfase no milho e em suas produtividades e produções. Fora isso, observar os atrasos de colheita da primeira safra devido às chuvas, aumentando ainda mais o risco da segunda. O clima também está perturbando a Argentina
  • Demanda mundial: as importações na Ásia e outros países em carnes, grãos e outros produtos, além de um possível novo surto de peste suína africana na China a ser observado;
  • A recente instabilidade política com a situação da Petrobras e sua influência sobre o otimismo, crescimento e principalmente taxa de câmbio;
  • A segunda onda da Covid-19, o processo de vacinação, os mecanismos de apoio e a garantia de renda e a performance do mercado consumidor;
  • As expectativas de plantios, áreas e produtividades da mega safra norte-americana. Qualquer problema climático será grave aos preços.

Assuntos do Momento

20 de Setembro de 2021
Análise de Mercado

Preço do quilo frango vivo tem cenários diferentes nas principais praças

Segunda quinzena de setembro fechou sua primeira semana com contrastes no preço do frango vivo; em Santa Catarina ocorreu uma forte queda; já no Paraná, ligeira alta e nas demais praças houve estabilidade.

14 municípios do PR superam R$ 1 bilhão em Valor Bruto da Produção Agropecuária
23 de Setembro de 2021
Produção

14 municípios do PR superam R$ 1 bilhão em Valor Bruto da Produção Agropecuária

Produção no campo paranaense foi de R$ 128,273 bilhões, estabelecendo mais um recorde, com crescimento real de 21% em relação a 2019

Custos de produção de frangos de corte e de suínos ficam mais caros em agosto
21 de Setembro de 2021
Embrapa

Custos de produção de frangos de corte e de suínos ficam mais caros em agosto

Tanto o ICPFrango quanto o ICPSuíno voltaram a ficar acima da barreira dos 400 pontos, chegando aos 407,53 e 407,15 pontos, respectivamente

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem
20 de Setembro de 2021
Insumos

Preços do milho seguem tendências distintas entre regiões, mas recuos prevalecem

De acordo com colaboradores do Cepea, a liquidez segue baixa, com muitos compradores ausentes do mercado – esses agentes sinalizam ter estoques, pelo menos para curto prazo, e estão à espera de novas desvalorizações

Suspensão PIS e COFINS para Importação de Milho
23 de Setembro de 2021
Posicionamento

Suspensão PIS e COFINS para Importação de Milho

A operação beneficia a toda a cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura

Isolamento de Salmonella spp. de origem avícola
22 de Setembro de 2021
Análise Laboratoriais

Isolamento de Salmonella spp. de origem avícola

Galinhas infectadas com muitos dos sorovares de Salmonella podem albergar o agente sem apresentarem sinais clínicos, o que torna o isolamento desta bactéria um fundamento básico na prevenção da enfermidade, principalmente em seres humanos

Mais assuntos do momento
Utilizamos cookies para que você tenha a melhor experiência de navegação, para medir o tráfego, e para fins de marketing. Para mais informações, por favor visite nossa política de privacidade. Política de Privacidade