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Mercado Externo

Sinais contraditórios enviados pela China aos mercados de commodities

O país tenta se equilibrar entre garantir a oferta de matérias-primas para alimentar a expansão e, ao mesmo tempo, proteger os consumidores dos preços em alta

Redação com informações de Valor Econômico
26-Mai-2021 08:41

Os mercados de commodities da China têm recebido mensagens contraditórias do governo.

Poucas horas depois que a agência estatal de planejamento econômico chinesa subiu o tom contra a alta dos preços das commodities, ameaçando “especuladores e acumuladores” com penalidades por violações, o primeiro-ministro Li Keqiang defendeu fortalecer ainda mais as importações de matérias-primas, armazenamento e transporte.

As diretrizes aparentemente discordantes destacam a corda bamba trilhada pelo governo para segurar a inflação e preservar o crescimento econômico. O país se vê diante de um equilíbrio delicado entre garantir a oferta de matérias-primas para abastecer a expansão por um lado, e, por outro, proteger consumidores do impacto dos preços em alta. O boom das commodities reforça temores de que a inflação possa prejudicar o crescimento econômico da China e de outros países.

A observação de Li “os contradiz um pouco” em sua retórica de esfriar os mercados de commodities, disse Michael Cuoco, responsável por vendas de fundos de hedge para metais e matérias-primas a granel no StoneX Group. “É evidente que a China gostaria de pagar um preço mais baixo pelas commodities de que mais precisa. Portanto, adicione alguns regulamentos, escrutínio e retórica forte para eliminar os maus atores. E veja se os preços vão cair ao mesmo tempo.”

A demanda da China, a maior consumidora global de commodities, tem sido um dos principais fatores de impulso dos preços. Durante uma inspeção na Província de Zhejiang, o primeiro-ministro disse que a produção de bens de varejo depende das matérias-primas e, em meio ao aumento contínuo dos preços de algumas commodities desde o início do ano, “espero que vocês façam um bom trabalho na importação, armazenamento e transporte de commodities e construam uma base estratégica de trânsito de commodities a granel”.

Há algumas evidências de que a pressão para desacelerar os preços das commodities está surtindo efeito: as cotações dos metais perderam força nas últimas semanas enquanto operadores e investidores avaliam a postura do governo chinês.

Ainda assim, alguns analistas dizem que, em mercados como o de cobre, com alta demanda global e oferta apertada, o alcance do governo pode ser limitado. Os preços do cobre se recuperaram após uma queda inicial devido ao alerta da China sobre os preços elevados.

“Não acho que a China possa fazer muito quando se trata do cobre”, disse Max Layton, analista do Citigroup, em entrevista à Bloomberg TV. “Não acho que a China vai desacelerar seu crescimento apenas para limitar os preços das commodities.”

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