AveSui2021
15-Mai-2020 10:55
Mercado de rações

Sindirações destaca os esforços e a perspectiva do segmento de alimentação animal durante e após a Covid-19

Encontro online feito pela ABRA reuniu sete associações nos segmentos da pecuária, pesca, rações e Pet e destacou o bom trabalho realizado pela MAPA e os desafios de manter a Covid-19 longe dos trabalhadores e da indústria e a comida na mesa dos brasileiros

O Sindirações participou do ABRA na Web – Reciclagem Animal: do frigorífico à fábrica de ração, um encontro online promovido pela Associação Brasileira de Reciclagem animal – ABRA e que reuniu importantes entidades do setor do agronegócio, nos segmentos da pecuária e pesca e de rações e Pet, para apresentar os impactos da Covid-19 no setor. O encontro online organizado pela ABRA teve como objetivo traçar uma perspectiva a curto e médio prazo para o segmento de reciclagem animal, e por isso reuniu as associações que representam os fornecedores de matéria prima – ABPA, ABIEC, ABRAFRIGO e ABIPESCA – e aquelas que representam os compradores do produto desse processo (farinha e gordura animal), que são o Sindirações e a ABINPET.

A apresentação foi conduzida por Pedro Bittar, Presidente do Conselho Diretivo da ABRA, e mediada pelo Dr. Décio Coutinho, Presidente Executivo da ABRA. Além do Ariovaldo Zani, Vice-Presidente Executivo do Sindirações, participaram da apresentação Ricardo Santin, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA; Antônio Jorge Camardelli, Presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes – ABIEC; Paulo Mustefaga, Diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Frigoríficos – ABRAFRIGO; Eduardo Lobo, Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados – ABIPESCA; e José Edson Galvão de França, Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação – ABINPET.

Neste cenário inédito de pandemia, Ariovaldo Zani, Vice-Presidente Executivo do Sindirações,  trouxe uma reflexão abrangente sobre a Covid-19 ao encontro online. “Enquanto não houver uma vacina contra o novo coronavírus, o setor terá de se adaptar às regras de quarentena e cuidados sanitários com os colaboradores para manter um ambiente seguro de produção e economicamente viável, ao mesmo tempo em que tem de garantir o escoamento desta produção para que a cadeia de produção animal  sofra o menor impacto possível. Neste aspecto há de se ressaltar o bom trabalha que o MAPA e o Ministério de Infraestrutura vem desempenhando”, reforçou Ariovaldo Zani, Vice-Presidente Executivo do Sindirações.

Na avaliação de Zani, “de uma maneira geral, a cadeia produtiva agropecuária exportadora foi beneficiada sobremaneira pela variação cambial, mas a desvalorização em torno de 35% do Real inflacionou o preço do milho, da soja e do farelo e de outros itens como vitaminas, enzimas e demais aditivos que o Brasil importa. A eventual proibição da exportação e o protecionismo de alguns países podem causar  desabastecimento do mercado exterior, como China e EUA, e o Brasil pode aproveitar essa oportunidade devido a competitividade do nosso preço. No mercado interno, há uma preocupação de como anda a situação do parque frigorífico e de abate das grandes companhias brasileiras,  embora a capacidade produtiva continue suficiente para atendimento da demanda doméstica e internacional. De toda forma,  redobram as atenções por conta de eventual redução de consumo dos brasileiros afligidos pela crise de saúde e econômica”, disse.

“Ainda há muitas incertezas pairando no ar, e depende de como e quando será o ‘Dia Seguinte’ da Covid-19. Mesmo assim, a partir de 2021, o Sindirações projeta um cenário com crescimento gradual da demanda que deve favorecer sobremaneira o Brasil”, avaliou Zani. Esse favorecimento deverá respaldar-se em um consumidor global “mais exigente” e atento à sua saúde e rastreabilidade dos produtos que consome, à sustentabilidade do meio ambiente e a sanidade das granjas e rebanhos.

Ao longo do encontro na web, ficou evidenciado que os maiores desafios são: manter longe a Covid-19 dos trabalhadores e manter a comida na mesa dos brasileiros. Mesmo com o impacto interno no consumo devido à dificuldades econômicas que a pandemia impôs ao Brasil e no mundo todo, as associações estão conseguindo superar estes obstáculos, pois há poucos registros de trabalhadores impactados pelo novo coronavírus nestes segmentos; e quase todas apresentaram um bom desempenho nas exportações, como no caso das carnes de frango (+4,8%) e de suínos (+14,4%),  na comparação do acumulado do ano (janeiro-abril), como mostrou Ricardo Santin, Diretor Executivo da ABPA.

Já no mercado interno, a situação é de equilíbrio no caso de frango e suínos, e queda no movimento da carne de boi, registrando na média um saldo de 14% negativo, no acumulado janeiro-abril, apontou Antônio Jorge Camardelli, Presidente da ABIEC. No entanto, mesmo antes do período de pandemia, o segmento de abate bovino já vinha registrando queda em janeiro e fevereiro de 2020, e a perspectiva para a volta de crescimento do consumo interno deva ocorrer somente no fim do segundo semestre, projetou Paulo Mustefaga, Diretor de Relações Institucionais da ABRAFRIGO

No segmento de pescados a situação é mais preocupante, conforme mostrou Eduardo Lobo, Presidente da ABIPESCA . Historicamente, o Brasil é um país importador, com mais de US$ 1,2 bilhão, contra uma exportação tímida de US$ 288 milhões, em 2019. Antes da Covid-19 havia uma projeção positiva, com um incremento de 40% na produção e cultivo de pescados no Brasil. Porém a Covid-19 abateu este cenário. Além da valorização do dólar, as indústrias ficaram sem mercado para vender, já que 67% do consumo de pescados é feito pelo food service: restaurantes, bares lanchonetes, companhias de navegação, hotéis de luxo e festas, tanto internamente quanto externamente. O hábito do consumo em casa sempre foi tímido. Houve uma queda próxima aos 60% e uma alta inadimplência devido à paralização do comércio. A projeção do PIB dos pescados para 2020 é de uma queda em torno de 22%.

No cenário Pet, o primeiro trimestre de 2020, relacionado ao mercado de volume, deve atingir um crescimento de 3,5%, mantendo o mesmo desempenho em abril, quando se intensificou a quarentena. E para 2021, a projeção é de crescimento, devido ao histórico que o setor vem registrando nos últimos 10 anos. Por se tratar de um segmento que atua diretamente no fator emocional das famílias, o fator Covid-19 não trouxe um impacto negativo, além daqueles que já se enfrenta ao longo dos últimos anos de queda e baixo resultado do PIB, ressaltou José Edson Galvão de França, Presidente da ABINPET.

Durante o encontro na web, foi unânime a satisfação das associações com a atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Ministra Tereza Cristina.

O CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, arrematou:  “Ela tem se mantido alheia à retórica diplomática e as cutucadas  na China, demonstra singular capacidade de persuasão e equilíbrio em diversos temas que abrangem o setor e, sobretudo, vem valorizando o desempenho dos demais servidores do ministério, através das iniciativas que promovem o setor e  atenção reforçada aos segmentos que demandam maior sustentação.”

|Redação AI/SI
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