Guia Gessulli
31-Ago-2016 08:33
Abatedouros

Sistema coagulante orgânico possibilita economia de até 10% no tratamento de resíduos

A produção de animais para corte está entre os principais destaques do agronegócio brasileiro no cenário mundial. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de carne de frango, com mais de 12 milhões de toneladas anuais e se consolidou como o quarto maior produtor de carne suína do mundo, com 3,3 milhões de toneladas produzidas em 2015, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O abate e processamento de carnes gera toneladas de resíduos, composto por vísceras, ossos, óleos, graxas, sangue, entre outros materiais que podem contaminar o meio ambiente se não passarem pelo tratamento correto. É uma indústria que faz uso intensivo de água e precisa devolvê-la nas mesmas condições, de forma a não comprometer os recursos hídricos. Nesse sentido, a Basf apresenta um portfólio variado de soluções orgânicas para o tratamento de efluentes e dos resíduos industriais de abatedouros, separando óleo, lodo (borra) e água, com o aproveitamento de quase todo o material.

No processo de tratamento físico-químico tradicional, com coagulantes inorgânicos, há o uso de sulfato alumínio, hidróxido de sódio ou cloreto férrico, que deixam contaminantes no lodo, como Íons de Alumínio (Al+3) ou íons de Ferro (Fe+3). Sem possibilidade de aproveitamento, este lodo precisa ser levado a aterros sanitários, aumentando o custo de destinação do resíduo. O óleo, proveniente deste tipo de tratamento, tem mais acidez, oxida mais rapidamente, ocasionando um menor valor de revenda.

Já a utilização do sistema orgânico, além de sustentável, permite a economia de até 10% no custo total do tratamento, em função do valor que é agregado ao óleo e ao lodo. A água após os tratamentos físico-químico e biológico, pode ser utilizada na lavação de pisos, grades e carrocerias dos caminhões que transportam as aves e animais. O lodo, não tendo metais, depois de seco, pode ser utilizado para adubação, queima em caldeiras ou na fabricação de ração. O óleo pode ser usado como combustível e queima.

O tratamento dos resíduos industriais com os coagulantes orgânicos cumpre a função garantindo maior sustentabilidade, pois promove a remoção de sólidos no efluente, não deixando metais agregados, possui baixa toxidade, não altera o pH, não é ácido e não causa odor. Essas soluções promovem a remoção dos contaminantes indesejáveis e protegem os equipamentos contra a corrosão e incrustação.

A substituição de tratamento pelo sistema orgânico também pode reduzir a geração de lodo em até 20% e, como não contém metais, possibilita seu reaproveitamento com valor agregado: não há necessidade de destiná-lo ao aterro sanitário. A centrifugação do lodo permite a retirada de óleo para venda também com maior valor, pois terá menor acidez. Também para queima, com alto poder calorífico, ou até para uso em indústrias de cosméticos. O lodo restante é totalmente orgânico, podendo ser utilizado para ração, adubação do solo ou geração de energia. Se for ressecado, esse lodo pode ser utilizado na queima em caldeiras ou em composição para adubos.

O processo orgânico também promove o aumento das partículas e surfactantes, melhorando o peneiramento para retirar os resíduos sólidos e facilitando a remoção do material. Finalmente, outro benefício importante é a possibilidade de reutilizar a água, para limpeza de pisos, dos caminhões que entram e saem do abatedouro, gerando uma importante economia desse recurso natural.

As inovações e tecnologias desenvolvidas pela Basf buscam abrir novas possibilidades de negócios a partir de um desenvolvimento sustentável, com equilíbrio e preservação do meio ambiente.

Redação com informações Assessoria de Imprensa
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