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Comentário Avícola

Tecnologia digital contribui para o controle de doenças em plantas agrícolas

Por Renato Seraphim, CEO Valeouro Biotec e Mentor em Inovação no Agronegócio

Renato Seraphim

Agrônomo formado pela Unesp, possui pós-graduação em Marketing pela FGV e especialização em Agronegócio pelo Pensa-USP, FDC, Insead e Purdue University. Com 25 anos de experiência em Agronegócio, atou por importantes companhias do setor.

12-Nov-2021 09:41 - Atualizado em 12/11/2021 10:00

A busca por altas produtividades é o grande desafio da agricultura. A produção global de alimentos terá de aumentar em mais de 70% até 2050, atendendo preceitos ambientais, sociais e de governança (ESG), compromissados com a disponibilidade de alimento com qualidade e produzidos sob parâmetros sustentáveis. A reinvenção do processo produtivo já iniciou. Os gargalos na produção de alimentos estão claramente identificados.

O problema é que embora possam ser analisados de forma isolada, são absolutamente integrados e interdependentes. Deriva desta circunstância, uma clara demanda por recomendações inteligentes na agricultura atual. Enquanto o ser humano é muito eficiente na tomada de decisão a partir de volume limitado de informações, computadores são mais eficientes se disporem de grande conjunto de dados.

A associação entre o ser humano e a ferramenta digital será a grande definidora da nova agricultura. Ao contrário do que pode ser especulado, é impossível estes elementos serem dissociados.

Considerando que as interações são complexas, um volume expressivo de dados é necessário para o endereçamento assertivo das ações. Neste sentido, ferramentas digitais, sensores e dispositivos, irão assumir protagonismo relevante, possibilitando o aumento na qualidade e abundância de dados capturados, quantificando processos fisiológicos intrínsecos, e promovendo interações múltiplas a partir de um banco de dados (big data) robusto contendo informações de insumos, variáveis ecológicas e climáticas, tanto em uma perspectiva global como local.

Algoritmos desenhados, a partir de dados consolidados, definem parâmetros e resultam no aumento da precisão das informações.

A DigiFarmz é uma plataforma de análise preditiva que considera a planta como elemento central do processo produtivo. As culturas são desafiadas por inúmeros fatores do ambiente. A complexidade dos dados obtidos no campo, através de inteligência artificial, possibilitará a precisão necessária para que uma máxima produtividade seja atingida em cada local. Dados sobre adaptação genética, clima, nutrição, hidratação, sanidade radicular e foliar, utilização correta de insumos auxiliados por ferramentas de agricultura de precisão estabelecem os tetos produtivos que podem ser atingidos. A customização do processo ocorre a partir da autocorreção dos algoritmos, que agregam progressiva acuidade aos dados originalmente gerados na pesquisa convencional à realidade de cada local. Finalmente, o produtor vai ter definido quais tetos produtivos vai poder atingir em sua propriedade.

As metas para redução nas emissões de carbono fazem parte da agenda dos principais países produtores do mundo. Vislumbra-se a oportunidade única para que a identificação de tendências, gaps, melhoria de processos, e educação do processo produtivo em torno dos reais princípios da sustentabilidade. Será mais viável otimizar o processo de produção localmente para que realmente ocorra a produção de alimentos com qualidade e um custo que possibilite o acesso de todas as pessoas e com mínimo dano ambiental.

A cadeia produtiva passa a ter uma orientação totalmente data driven influenciando os processos comerciais. A compra tradicional dos insumos desloca-se para um processo de e-commerce a partir da integração de plataformas orientadas por parâmetros tão customizados que bastará aos produtores indicarem sua necessidade de compra. Por outro lado, será possível ter a rastreabilidade dos insumos utilizados e, associando às condições locais de produção, a DigiFarmz irá associar os insumos utilizados à qualidade do produto agrícola produzido em termos de óleo, proteína, fibras ou aminoácidos. A comercialização da produção agrícola será redefinida.

A indústria do campo que produz carboidratos, proteínas, óleos, e vitaminas a partir de CO2 + água, será ainda mais tecnológica, eficiente, sustentável, previsível. A parametrização da biologia, impensável no século passado, hoje é uma vigorosa realidade. O verdadeiro empoderamento da agricultura reduzirá o impacto ambiental para produzir alimento a todas as pessoas, com quantidade, qualidade e custo baixo.

Balardin, R. Ph.D., CRO da DigiFarmz

Renato Seraphim, CEO Valeouro Biotec / Mentor Inovação Agronegócio

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